Congresso Brasileiro de MMA realiza primeira edição com sucesso no Rio de Janeiro

 

Congresso de MMA é sucesso em primeira edição no Rio - Ana Carolina/Gazeta Press
Congresso de MMA é sucesso em primeira edição no Rio – Ana Carolina/Gazeta Press

O Rio de Janeiro foi palco de um evento de importância sem precedentes na história das Artes Marciais Mistas no país.

O primeiro Congresso Brasileiro de MMA reuniu especialistas de diversas áreas do esporte, colocando em pauta os assuntos mais importantes do presente e futuro da modalidade que mais cresce no mundo para o público que compareceu ao evento.

Foi possível inclusive acompanhar tudo que acontecia no Congresso em tempo real pela internet, permitindo que amantes do esporte de diversas partes do Brasil participassem dos painéis e enviassem perguntas aos convidados.

A presença ilustre de expoentes internacionais do MMA foi a cereja do bolo do evento, destinado a se repetir anualmente – uma promessa do CEO da CABMMA, Giovanni Biscardi.

“Temos como objetivo garantir que o esporte seja disputado no mais alto nível de profissionalismo e para isso é preciso estar sempre debatendo e nos atualizando.

Este evento ajudará neste processo ao longo dos próximos anos. O objetivo é trabalhar sempre para o desenvolvimento da modalidade.” explicou Giovanni.

Com debates que iam desde a estrutura e atuação da própria Comissão Atlética Brasileira de MMA até o âmbito de negócios, patrocínio e futuro do esporte, um ponto em especial foi alvo de críticas dos participantes do Congresso: o projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados que tornaria proibida a transmissão de eventos de MMA na televisão brasileira.
Rafael Favetti, Chairman da Comissão Atlética Brasileira, tratou do assunto logo no início do evento.

“Precisamos fazer com que as pessoas entendam que o MMA é um esporte como qualquer outro, que tem suas regras e características próprias, mas que é muito mais seguro do que alguns que transmitidos regularmente na TV.

Quantos jogadores de futebol não sofreram graves lesões ou até morreram em campo durante uma partida? Vamos proibir o futebol também?” questionou.

Deixando de lado o terreno mais polêmico previsto para o encontro, o Congresso abordou ainda a formação da Seleção Brasileira de MMA Amador para a primeira edição do Campeonato Mundial que acontece no ano que vem, em Las Vegas, Estados Unidos.

Organizado pela Federação Internacional de MMA, a IMMAF, a competição promete abrir portas para novos lutadores conquistarem visibilidade e levar a modalidade para um outro patamar.

“Há muitos países onde não existem órgãos que organizam e se preocupam exclusivamente com o MMA.

Temos que apresentar essa modalidade para o público, suas regras e normas, para que ela siga crescendo. A CABMMA é uma entidade capaz de unificar e estruturar as Artes Marciais Mistas no Brasil.” atestou Erika Mattsson, Diretora de Comunicação da IMMAF.

A preocupação com a segurança e lisura do esporte também foi discutida no Congresso. Com o crescimento do MMA e o aumento no número de eventos, atletas e espectadores é preciso ter cada vez mais atenção e cuidado para que a saúde dos competidores esteja garantida e haja a certeza de um combate justo entre os lutadores.

Michael Mersch, Vice-Presidente de Assuntos Legais do UFC, ressaltou a importância desse trabalho, que já é competentemente realizado pela Comissão Atlética Brasileira.

“O Brasil tem sorte em ter uma organização como a CABMMA regulando o esporte no país. Muitas vezes realizamos eventos em locais que não têm uma Comissão Atlética própria, como Inglaterra e Japão, por exemplo.
Temos que estimular a criação de Comissões ao redor mundo para universalizar os protocolos do MMA.” avaliou.

Em salas separadas, os Comitês da Comissão Atlética Brasileira se reuniram para tratar especificamente de suas competências.

Foram abordadas questões como a formação de novos árbitros para atuar nos eventos de Artes Marciais Mistas, o protocolo para o controle de TRT (Terapia de Reposição de Testosterona), o formato das seletivas nacionais que definirão a Seleção Brasileira de MMA Amador e muitas outras, todas importantes para que o esporte se mantenha em constante evolução e atualização.

Ao final de um longo dia recheado de “trocação” de idéias, participantes, público e internautas que acompanharam o Congresso ficaram com a certeza de que, no combate contra o preconceito e o amadorismo, o MMA está cada vez mais próximo de aplicar um nocaute definitivo e garantir o cinturão de esporte cativo no coração dos brasileiros.

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