
O Planeta Octógono, vem com mais uma entrevista especial.
Entrando no clima da edição 85 do Bellator, um dos maiores eventos do mundo no MMA, trazemos um bate papo com o lutador Patrício “Pitbull” Freire.
O lutador que encara o americano Pat Curran, pelo cinturão peso pena do evento, mostra sua confiança para o combate que acontece nesta quinta nos Estados Unidos.
Analisando seus erros, e aprendizado com a derrota para Joe Warren, o lutador admite ter aprendido e está mais maduro e preparado para ser campeão do evento.
Leia na íntegra a entrevista completa:
Planeta Octógono – Conte nos como você conheceu as artes marciais, e migrou para o MMA…
Patrício Pitbull – Basicamente como todo mundo que entrou no esporte, fui atraído por Royce Gracie vendo as lutas dele no UFC. Mas entrei no Jiu Jitsu porque brigava muito com meu irmão e meu pai achou que nos colocando para fazer uma ate marcial nós gastaríamos mais energia e pararíamos de brigar em casa. O interesse no MMA só foi crescendo e comecei a praticar também kickboxing. Daí pra frente foi só questão de me preparar e aos 16 anos fiz a estréia. Meu pai teve que assinar uma autorização para a Vara da Infância e da Juventude me deixando lutar.
Planeta Octógono – Você também tem um irmão, o Patrick, que também é lutador profissional.
Conte nos como funciona esta parceria, e como isso atinge o lado pessoal entre vocês dois…
Patrício Pitbull – Apesar de nem sempre estarmos juntos mais, pois ele vive no Rio agora, nós estamos em constante contato e nos ajudamos muito, mesmo que apenas conversando. Quando estamos no mesmo local nós treinamos, mas nem tanto porque acaba saindo faísca (riscos). Nós dois somos muito competitivos, às vezes a gente pensa que o outro deu um soco mais forte de propósito e acabamos nos empolgando, então os treinadores evitam nos colocar pra fazer sparring.
Planeta Octógono – Após um grande começo, veio a derrota para Joe Warren na edição 23, o que isto pode ter ajudado como fator positivo em sua carreira?
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Patrício Pitbull – Eu achava que era invencível. Não por arrogância ou coisa assim, mas eu nunca me via perdendo. Aquela derrota, apesar de contestável, me fez ver que não existe isso de pessoa imbatível e me motivou mais a fazer tudo da forma mais correta possível, estar buscando ainda mais me aprimorar e respeitando os limites do meu corpo.
Planeta Octógono – Você enfrenta mais uma luta dura no Bellator, contra o Pat Curran, Tem uma estratégia definida para o combate?
Patrício Pitbull – Claro, eu e minha equipe estudamos o jogo dele há um longo tempo já. Sabemos no que ele é forte, no que ele é fraco e o que fazer e o que deixar de fazer. É um adversário muito perigoso, não se pode cometer vacilos diante dele. Fizemos um plano para a luta e agora é chegar na hora e fazer.
Planeta Octógono – O Bellator está dando indícios que pode realizar edições no Brasil, como você se sentiria lutando no seu país, por um evento tão grande?
Patrício Pitbull – Seria excelente, espero muito que venha e que eu tenha a oportunidade de fazer parte do card. Há muitos lutadores brasileiros no Bellator, muitos muito bons, inclusive já tem campeão no Bellator que é brasileiro, o Dudu Dantas. Eu vou ter a chance de realizar um sonho e depois do dia 17 o Brasil pode ter dois campeões mundiais no Bellator, então nada mais natural que o evento venha para cá. Bjorn disse que estão planejando, então não vejo a hora disso acontecer.
Planeta Octógono – Mande uma mensagem para os fãs da Gazeta Esportiva.net…
Patrício Pitbull – Obrigado pela oportunidade. Conto com a torcida de todos vocês e vou dar o meu máximo para agarrar essa oportunidade com unhas e dentes.
Conheça o lutador Patrício Pitbull:
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