Futebol e samba: um bate-papo com Pia Sundhage

Apresentada no dia 30 de julho de 2019, a treinadora sueca se tornou a primeira estrangeira a comandar a equipe feminina (Foto: CBF)

O Brasil é o país do futebol. É inegável e todo mundo espera isso. Pelo menos, Pia Sundhage esperava.

Em julho de 2019, Pia tinha uma passagem – apenas de ida- em mãos. O destino era o solo tupiniquim. À frente, um grande desafio: comandar a Seleção feminina da tal terra do futebol. Uma responsabilidade e tanto.

É verdade também que a técnica trazia uma bagagem de peso. Na mala, um bi campeonato olímpico. Os títulos foram faturados em Pequim 2008 e Londres 2012, quando comandava a equipe feminina norte-americana,

Ao desembarcar no Rio de Janeiro, onde também conquistou uma medalha Olímpica de prata, com a equipe sueca, Pia viu o que imaginou. “Esse país respira futebol, e eu esperava isso”, afirmou a técnica em entrevista exclusiva ao Blog Entrelinhas. “Não importa onde estou. Quando estou na praia, as pessoas estão jogando bola. Tem muito futebol na TV também, é só escolher onde quer assistir”.

“Eu não falo português, é muito difícil”, afirma Pia from Gazeta Esportiva on Vimeo.

Hoje, há um ano e meio no comando da equipe feminina, Pia já está acostumada com a cultura brasileira – exceto, claro, com o idioma português, que soa rápido demais para a técnica. Aos 60 anos de idade, ela não hesita ao reconhecer que tem suas dificuldades com a nova língua. Apesar disso, seu objetivo é alcançar a fluência.

“Tenho que ser paciente. Mas isso é bom para uma técnica, ser paciente, esperar pelo resultado”, destaca a comandante, entre risos. “Às vezes, entendo uma palavra, aqui ou lá, talvez, em alguns anos, eu entenderei esse idioma”.

 

Para Pia, comunicação é essencial – mesmo que com suas dificuldades (Foto: CBF)

Como nem todas as jogadoras da Seleção falam inglês (idioma usado durante essa entrevista), inovação se torna a palavra chave para se fazer entender. Juntas, equipe e comissão técnica, encontram maneiras de driblar essas barreiras. Uma dessas formas é dividir a Seleção em grupos. Neles, pelo menos uma fala inglês e serve como tradutora para as colegas de equipe.

Pia destaca a comunicação como fator importante de sua profissão. Para ela, mais do que conseguir falar com as jogadoras, é preciso mergulhar na cultura delas. “Para ter sucesso com essa equipe, é importante respeitar e conhecer a cultura”.

Samba, Alceu Valença e feijão: a adaptação de Pia no Brasil from Gazeta Esportiva on Vimeo.

Nesta terça-feira, você acompanha, aqui, no Entrelinhas, a segunda parte da entrevista. O papo é sobre a cultura brasileira e os impactos dela no jogo.

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