
Dois jogos envolvendo equipes paulistas chamaram a atenção na rodada dessa quarta-feira pelo Brasileirão. Santos e São Paulo empataram em 1 a 1 e o Palmeiras goleou o Vitória por 5 a 1. Duas partidas que mostraram o desnivelado técnico do começo de temporada. No clássico, um jogo amarrado, sem brilho, com ambas as equipes perdidas em campo. O Tricolor, sem organização tática, apesar das boas atuações de Calleri e Marcos Antônio. No Santos, um caos geral, com jogadores batendo cabeça a toda hora no gramado. Espetáculo com a bola nos pés ficou longe de acontecer. Dois pesos, duas medidas, numa temporada que se caracteriza pela intensidade e calendário curto. Uma loucura!
Já o Palmeiras deu um show de bola. “Massacrou” o Vitória do começo ao fim, sem dó e nem piedade. Os gols foram saindo naturalmente, sem esforço. E o placar poderia ser bem mais elástico. Faltou capricho nas finalizações. Mas o time palmeirense está certinho, jogando por música. Um resultado sensacional bem às vésperas de enfrentar o maior adversário, o Corinthians, pelo Paulistão. As credenciais estão aí sobre a mesa. Vamos ver o que acontece na Neo Química Arena. A expectativa é enorme. Afinal, Derby é Derby.
Essa alternância de competições – ora campeonato regional, ora brasileiro – pode ser perigosa em todos os sentidos. Do aplauso às vaias é um palito. Pode ser a sepultura de muitos treinadores. Nem dirigentes e nem torcedores mostram ter paciência para esperar uma sequência de resultados positivos. Críticas e protestos acontecem a todo momento. A situação de Vojvoda, no Peixe, é um exemplo disso. Treinador não está dando uma cara para o time santista e balança no cargo. A volta de Neymar talvez ajude. Craque é sempre craque.
E tenho dito!