O desafio é parar Flamengo e Palmeiras

Foto Luis Acosta/AFP

Palmeiras e Flamengo têm a hegemonia do futebol brasileiro em termos de investimentos e grandes contratações. Por isso mesmo são favoritos a tudo que disputarem esse ano, do Brasileirão, passando por Libertadores e Copa do Brasil, sem falar dos regionais, com nível mais baixo e consequentemente fáceis de disputar. O que fazer nesse cenário “catastrófico” para as equipes restantes nos mais diversos campeonatos? Entrar em campo apenas para cumprir tabela e aceitar a inferioridade técnica?

O equilíbrio pode ser a grande saída para os outros clubes. Quer dizer, ter em seus elencos três ou quatro jogadores decisivos, acima da média, para decidirem jogos importantes e vislumbrar uma possibilidade até de título. Onze craques, só o Flamengo. Arrascaeta, Paquetá (contratado a peso de ouro), Samuel Lino, Plata, Pulgar são jogadores fora de série que sobram em termos individuais na equipe. O mesmo ocorre no Palmeiras, com Flaco Lopes, Vitor Roque e Andreas Pereira, credenciados a decidirem nos momentos difíceis.

O Flamengo tem individualidade, mas o técnico Felipe Luís ainda está devendo no coletivo. O que não acontece com o treinador Abel Ferreira, que conseguiu uma bela harmonia entre esses dois fatores. O Corinthians de Dorival Junior mostra essa característica. Recentemente conquistou a Copa do Brasil com um “time enxuto”, com setores ofensivo, meio-campo e defensivo bem ajustados. O desafio é repetir a dose nas disputas mais difíceis. O desafio é grande.

Quanto às outras equipes, resta esperar o famoso “ritmo de jogo” e o consequente entrosamento entre os reforços contratados para a atual temporada. O futebol nacional nunca esteve tão na mão de duas equipes como agora, no caso Flamengo e Palmeiras, pelo menos no papel. Vamos esperar que, na prática, quando a bola rolar para valer, as coisas se nivelem e surjam disputas acirradas, sem grandes favoritismos. Todos merecem um espaço no panteão dos deuses da bola.