Misto de Palmeiras e Flamengo para salvar a seleção

O balanço deixado pela seleção brasileira na Copa América foi negativo. A eliminação para o Uruguai nos pênaltis mostrou vários pontos vulneráveis que precisam ser corrigidos pelo técnico Dorival Junior. Mesmo assim, algumas coisas ficaram como certezas absolutas. Esses jogadores são ausentes de espírito de equipe; time é jovem e ainda está em formação; não estavam em campo os melhores; e seleção sem Neymar e Vinícius Júnior deixa muito a desejar. Sem falar da desfeita dos jogadores com o técnico Dorival Júnior (ficou de fora da roda final para uma última conversa antes das cobranças de pênalti). Um vexame sem precedentes. Elenco mentalmente fraco.

Dorival falhou na medida em que não deu ao time um padrão de jogo, e as variações táticas foram um horror; No entanto, o grupo como um todo decepcionou. Ausência de ousadia e iniciativa para vários atletas; displicência dentro de campo; falta de comprometimento; e onde estavam as individualidades? Grupo heterogêneo demais, um catadão de luxo que parecia tudo menos um selecionado representativo de uma Nação pentacampeã do planeta.

Em 1969, o Brasil tinha um penca de grandes jogadores, porém ninguém conseguia dar um jeito de o time ter competividade à altura da qualidade individual.  Até assumir o folclórico João Saldanha. Para classificar nas Eliminatórias o genial João fez o óbvio: convocou meio time do Botafogo RJ e do Santos (na época os grandes da bola brasileira), preenchendo os convocados com nomes indispensáveis, tais como Rivellino (Corinthians), Tostão (Cruzeiro) e assim por diante. Resultado foi uma explosão de futebol arte. Uma goleada atrás da outra nos esquadrões sul americanos.

Essa ideia poderia ser aproveitada por Dorival. Hoje os dois melhores time do Brasil são Flamengo e Palmeiras disparados. É só fazer uma mistura das duas equipes, com uma ou outra convocação, e pronto. Está feita a festa. Seria um modo mais adequado de convocação. Se evitaria o problema do desentrosamento, por exemplo. Alemanha sagrou-se campeã na Copa de 2014 com sete jogadores do Bayern de Munique, ou já se esqueceram do 7 a 1 fora o baile em pleno Mineirão?

E tenho dito!