
O São Paulo venceu de virada o Fluminense, por 2 a 1, na segunda-feira no Morumbi, e deixou a torcida feliz. É a nova Era Sorriso junto ao técnico Luis Zubeldia. Treinador está há seis jogos no clube e não sentiu o gosto amargo da derrota. Foram cinco vitórias e um empate. Para quem vinha de tempos difíceis com Thiago Carpini, agora reina o Paraíso. O argentino está só no começo. Ainda precisa encontrar um lugar para Lucas Marcelinho quando o dito cujo deixar o departamento médico. Sem falar do enrosco com James Rodriguez, um craque é verdade, porém um caso sem solução imediata. Afinal, ou sai ou fica! A decisão será do treinador. Se ele pedir, fica. Caso contrário, vai embora.
No outro Tricolor, o carioca, a coisa está bem complicada. A equipe do técnico Fernando Diniz está desgastada. Tem um elenco envelhecido (quase sempre poupado com problemas físicos), além de o esquema tático já estar “manjado” por quase todos os adversários. Esse negócio de sair tocando a bola, de pé para pé, sem dar estourão do goleiro ao ponta-esquerda, não está vingando mais. O dinizismo tem horas contadas no futebol brasileiro. Foi um momento especial. Todos acreditavam que essa seria a luz no final do túnel para a bola nacional sair da lama e talvez um dia conquistar o hexa em uma Copa do Mundo. Contudo, fracassou em termos de seleção e agora vive dias difíceis como esquema tático no dia a dia.
Fernando Diniz conquistou dois títulos até agora. um campeonato carioca e uma Libertadores. Aqui entre nós, muito pouco para todas as oportunidades surgidas para ele como treinador. No São Paulo estava com o título brasileiro praticamente na mão. Tem sangue quante: chamou Tche Tche de “perninha” e discutia com Luciano quase em todos os jogos. Se queimou e perdeu o vestiário. Por teimosia insistiu na “maldita” saidinha de bola e lá se foi uma competição relativamente fácil de ganhar. Por enquanto, Zubeldia está se mostrando um treinador de “boa cabeça”, sem aquele papo de “quem manda aqui sou”. Ele mostra para o jogador onde errou e o que pode fazer para melhorar.
Zubeldia está no “céu”; Diniz, no “inferno”.
E tenho dito!