Derrota vergonhosa sim senhor!

Foto: Rodrigo Coca/Ag Corinthians

A pior maneira de se relacionar com o mundo é pensar ser o dono dele. Deixar o ego subir na cabeça e menosprezar a força alheia. Mesmo sendo fraca. Isso aconteceu com o Corinthians, nessa quarta-feira à noite, em Goiânia, ao ser derrotado por 2 a 0 pelo Atlético GO, na partida de ida pelas Quartas de Final da Copa do Brasil. O time do técnico Vitor Pereira menosprezou o adversário, ameaçado de rebaixamento no Brasileirão e se deu muito mal.

Ficaram algumas lições desse fracasso inesperado, reconhecidas pelo próprio Mister VP. Primeiro, trio de ataque formado por Willian, Roger Guedes e Yuri Alberto é zero à esquerda. Segundo, Raul Gustavo (deixou o gramado contundido) é reserva de Balbuena e Bruno Mendes. Lucas Piton mostra um desempenho razoável no apoio, porém chega a ser ridículo na marcação. Terceiro, Gustavo Mosquito não pode ficar no banco em uma partida importante, principalmente em “mata-mata”.

VP, por sua vez, errou em antecipar a estreia de Fausto Veras. O argentino tem um bom toque, entrega estilo, impressiona. E aí vem a pergunta: o que é mais difícil, fazer um gol ou mandar a bola para fora do estádio? Pois é, o hermano conseguiu a façanha de mirar no gol e acerta um Zé Mané qualquer na rua de trás da meta oposta. Credenciais pouco animadoras para um volante contratado a peso de ouro.

E tem mais. Três volantes no meio campo não!, um jargão do Mestre Alberto Helena Jr. Cantillo, Du Queirós e Maycon não resolvem absolutamente nada. Setor carece de um meia armador. Enquanto Renato Augusto se recupera, treinador tem duas opções: pôr Willian por ali ou dar vez para Matheus Vital, voltando de empréstimo. O trio atual não ata e nem desata. Depender apenas das descidas dos laterais fica óbvio demais, tática fácil de ser anulada.

Agora as atenções se voltam para sábado e terça-feira, em jogos na Neo Química Arena. Fim de semana pega contra o Botafogo RJ para se manter na cola do Palmeiras no Brasileirão. Três dias depois, Flamengo pela Libertadores. Na boa, o futuro é um incógnita.

E tenho dito!