Cássio salva e Timão joga no Morumbi

Corinthians sofreu para eliminar o Guarani (Foto: Divulgação/Rodrigo Corsi)

O Corinthians passou para as semifinais com os calções na mão. Empatou em 1 a 1 no tempo normal e venceu nos pênaltis por 7 a 6, graças a uma defesa do Cássio. Na verdade, o técnico Vitor Pereira se atrapalhou depois da igualdade bugrina e fez várias mudanças questionáveis. No entanto, o resultado tirou a vantagem do Alvinegro disputar a próxima fase em casa contra o São Paulo. Partida será no Morumbi, como queria o técnico Rogério Ceni. Agora, é briga de cachorro grande.

Uma partida desafiadora para o portuga alvinegro. Afinal, seria a quinta vez no comando técnico da equipe e já teria um “mata” pela frente. Ele colocou o time em um 4-3-3, sem centroavante fixo. No banco, o recém contratado Júnior Soares. Jô, punido, praticamente posto na “geladeira” e disponível até para negociações. Pela importância do jogo, diretoria e treinador deveriam ter sido mais maleáveis para não prejudicar o clima do elenco.

BUGRE DESCEU O PAU

Mal começou o pega, Renato Augusto levou uma entrada violenta e ficou caído no gramado. Na sequência, foi a vez de Willian “apanhar”. Guarani descendo o pau. Fagner penetrou pela direita e Colinsk espalmou. Renato Augusto voltou mancando. Bugre numa clara intenção de intimidar o adversário, teoricamente técnico.

Timão, porém, pressionou o Guarani no próprio campo, embora errasse passes e insistisse em em jogadas individuais. Alvinegro com dificuldades para se articular no meio campo. Gustavo Mosquito e Roger Guedes isolados no setor ofensivo.

CÁSSIO LEVOU SUSTO 

Willian arriscou de fora da área e Colinsk espalmou. Mosquito deu para Paulinho e goleiro estava atento. Apenas no toque estava complicada a penetração na zaga bugrina, bem postada. Roger Guedes finalizou cara a cara e Índio tirou. Escanteio, Gil cabeceou fraco.

De novo Willian chutou, Colinsk rebateu e Paulinho tocou para as redes, impedido. Madson pegou de primeira e acertou o travessão de Cássio. Um baita susto. Corinthians não estava bem e chegava pouco no ataque. E precisava vencer e por dois gols. Faltava até entrosamento.

GOL DE GIL, DE CABEÇA

Técnico Vitor Pereira, alterado, discutiu com o banco do Guarani. Treinador Daniel Paulista retrucou. Uma baixaria desnecessária. Renato Augusto, de falta, ameaçou. Cosinsk fazendo “cera”. De tanto insistir, Renato Augusto cobrou escanteio pela direita, Gil subiu no terceiro andar e abriu o placar, 1 a 0.

Outra vez falta em Renato Augusto. Pressão corintiana, Paulinho carimbou o poste direto do goleiro. Quase o segundo. Resultado classificava o Alvinegro, que precisava de mais um gol para disputar a semifinal com o São Paulo em Itaquera.

EMPATE INESPERADO

Meia lição de casa estava feita. Faltava tirar 10. Corinthians precisava de gols. Guarani em situação difícil. Buscava pelo menos o empate para provocar a prorrogação. Jogadores alvinegros fizeram “aquecimento” antes de retornar. Novidade do portuga.

Fagner fez fila. “Costurou” a zaga e rolou para Roger Guedes, que concluiu mal. Bobeada alvinegra, Nicolas Careca obrigou Cássio a espalmar. No escanteio, João Victor cabeceou e empatou, 1 a 1. Falta de atenção total. Estaca zero de novo.

SOFRIMENTO

Gol abalou o Timão. Vitor Pereira apostou em Junior Moraes e Adson. Saíram Willian e Mosquito. Errou na saída do camisa 10. Desconforto era evidente e nervosismo também. O que chegava a ser inadmissível para um elenco com jogadores experientes. Passes e lançamentos errados.

Bugre recuou e tentou administrar o resultado. Por outro lado, também aproveitou os espaços deixados pela precipitação alvinegra. Mantuan e Giuliano vieram e saíram Roger Guedes e Du Queiroz. Outras alterações estranhas.

PORTUGA ATRAPALHADO 

A bola não chegava em Junior Moraes e ficava ruim para os donos da casa. Equipe caiu demais de produção. E partida ficou equilibrada. Renato Augusto passou a jogar na cabeça de área, ou seja, Timão perdeu a capacidade do chute forte do camisa 8. Portuga se perdeu no esquema tático.

Quem entrou estava sem a menor inspiração e clima ficou tenso. Veio até Fábio Santos e deixou o campo Lucas Piton. Treinador Daniel Paulista deu um nó tático no Vitor Pereira, para variar. Já está se tornando recorrente esse problema. E decisão foi para os pênaltis.

Agora era a “loteria dos pênaltis”. Fabio Santos cobrou, 1 a 0. Giovanni Augusto, 1 a 1. Giuliano, 2 a 1. Colinsk, 2 a 2. Renato Augusto, 3 a 2. Lucas Beluto, 3 a 3. Junior Moraes, 4 a 3. Lucão do Break, 4 a 4. João Vitor, 5 a 4. Bruno Silva, 5 a 5. Fagner, 6 a 5. Ronald, 6 a 6. Adson, 7 a 6. Madson, defendeu Cássio e salvou a pátria corintiana e livrou a cara do portuga confuso e complicado.

Que dureza…

E tenho dito!