Timão leva sufoco e tem vantagem até a semifinal

Róger Guedes marcou o gol da vitória (Foto: Divulgação/Rodrigo Coca)

O Corinthians foi até Novo Horizonte e derrotou o Novorizontino com muitas dificuldades por 1 a 0, nesse domingo à tarde, contra o Novorizontino, já rebaixado para Série B do Paulistão. A suada vitória, com gol de Roger Guedes, porém, deixou o Timão em segundo lugar na classificação geral e, com isso, tem vantagem de jogar até as semifinais na Neo Química Arena. A partida pelas Quartas de Final será contra o Guarani de Campinas, às 19horas, na próxima quinta-feira. Time alvinegro ainda mostra desentrosamento e falta de padrão de jogo. Ainda sobrevive do individualismo do famoso “quinteto mágico”. E fica a pergunta: isso basta para ser campeão paulista?

O portuga resolveu colocar em campo uma equipe totalmente reserva. Titular mesmo apenas o goleiro Cássio. Mesmo assim, diante do adversário já rebaixado, Timão foi para cima. Adson obrigou o goleiro Giovanni  a fazer uma defesa esquisita. Em termos técnico, equipe alvinegra pressionou o Novorizontino no próprio campo, em pegada forte na saída de bola. Equipe local mal passou do meio campo. Só depois de 10 minutos de peleja, o Tigre tomou coragem e abriu-se um pouco mais.

DANIELZINHO ENGROSSOU

Gustavo Mosquito levou Lucas Mendes na corrida e bateu no ângulo. Grande defesa de Giovanni. Pela esquerda, auxiliado pelo veterano Fábio Santos.  Aos 19, Danielzinho driblou dois corintianos, entrou na grande área e Raul Gustavo interviu. Pênalti? O arbitro e o VAR disseram que não. Faltava ao Alvinegro, por outro lado, insistir pela direita, no setor de João Pedro e Mantuan, que não conseguiam dialogar, o que deixou bastante atento Robson Bambu.

Ataque corintiano trabalhou pela esquerda, de pé para pé, e Mantuan finalizou fraco. Douglas Baggio aproveitou outro arranque de Danielzinho e bateu forte. Cássio defendeu em dois tempos. Na sequência, chute de Douglas Baggio fuzilou, pelota desviou na zaga e Danielzinho  perdeu o gol mais feito da paróquia. Afobou-se diante do Gigante Cássio. Na verdade, nem Roni e muito menos Cantillo faziam a cobertura na cabeça de área. Estavam muito mal posicionados, daí sucessivas oportunidades do Tigrão. Reservas com o mesmo problema dos titulares: marcação da intermediária para frente.

ESFORÇO DE MOSQUITO

Mosquito inverteu de posição com Adson. Ele mesmo cobrou escanteio pela direita, e Robson Bambu cabeceou por cima. Jogadas pelo setor começaram a sair com mais naturalidade. Mantuan testou e pelota estourou no poste direito do adversário. No entanto, atacante alvinegro estava em impedimento. Os reservas correram, se esforçaram e, no entanto, nada conseguiram. Faltou entrosamento e chutes a gol, aliás, um defeito crônico desse time de3sde o começo da temporada.

Chegou a hora de Vitor Pereira dar uma agitada. Afinal, no banco de reservas estavam todos titulares. E, cá entre nós, com muito mais condições técnica de derrotar o Novorizontino, que não conseguiu uma vitória sequer no campeonato paulista até então. A lógica seria iniciar o jogo com os titulares, resover tudo no primeiro tempo e depois sim ir substituindo com os reservas. Bom senso, por outro lado, não tem sido o ponto forte do técnico e dos dirigentes alvinegros.

ROGER GUEDES SALVA

Para a etapa final, portuga colocou Roger Guedes. Saiu Roni. Timão ganhou uma opção pela esquerda. O primeiro chute, porém, coube a Cléo Silva de fora da área. Ou seja, a marcação na cabeça de área ainda era falha. Técnico alvinegro complicando uma partida relativamente tranquila. Enquanto isso, Romulo soltou um “canhão” e Cássio encaixou. Finalmente, Pereira chamou Renato Augusto, Paulinho e Willian. Escanteio pela esquerda de Cantillo. Desvio de Léo Baiano para trás, Roger Guedes entrou “solando” e só teve trabalho de tocar para as redes inimigas, 1 a 0.

Saíram Mosquito, Adson e João Pedro. Ai a vida do Novorizontino ficou feia. Corinthians teve um considerável ganho técnico e colocou o adversário na chamada “roda”. Do meio campo para frente, equipe alvinegra evoluiu com passes preciso, dribles bonitos e sobrou até um exagero por parte dos craques, com preciosismo desnecessário na hora de finalizar. Porém, equipe mudou da água para o vinho e se impôs sobre oponente.

SUFOCO INESPERADO

Tudo certo? Não, de jeito nenhum. Pelota cruzada da esquerda, Romulo entrou batendo de primeira e estourou no travessão. Danielzinho arriscou de fora da área e Cássio espalmou. Belíssima defesa. Portuga percebeu que a zaga parecia um queijo suíço, cheia de buracos, e sacou Mantuan para colocar João Vitor. Tocantins aproveitou o espaço dado pela defesa corintiana e quase empatou. Alvinegro, então, colocou a bola no chão para diminuir o ritmo alheio.

Jogadores do Novorizontino “caçaram” Willian, que sentiu uma pancada nos quadris. Giuliano esticou demais a perna e sentiu fortes dores musculares. Chrigor, de cabeça, ameaçou Cássio. Escolado e experiente, Willian ficou atuando de volante pela esquerda. Assim evitava as entradas violentas. Danielzinho chutou com efeito, goleiro alvinegro “voou” e encaixou. Um sufoco inesperado, é verdade. Essa foi a segunda vitória de Vitor Pereira no cargo de técnico corintiano.

E tenho dito!