São Paulo bate com a cara no muro

São Paulo não conseguiu evitar o 0 a 0 no Morumbi (Foto: Divulgação/Rubens Chiri)

O São Paulo bateu com a cara na “muro” da Inter de Limeira (armou um retranca infernal) e empatou sem gols, na noite dessa quinta-feira, no Morumbi. Pode-se perceber um progresso tático, porém a ausência de finalizações acabou sendo o ponto fraco da equipe. Torcida, dessa vez, aplaudiu e incentivou o tempo todo. Porém, vaio sem dó no final. A insistência na bola aérea e a correria em busca de três pontos sem muito critério, atrapalharam bastante.

Tricolor começou a partida até animado. Rafinha e Marquinhos soltos pela direita, preparando jogadas para Nikão e Carelli. Velocidade, toques de bola rápidos e triangulações objetivas. Equipe do técnico Rogério Ceni nem parecia o mesmo de três rodadas atrás, todo confuso, com jogadores perdidos em campo. Dessa vez, podia-se ver uma organização entre os setores e toques verticais ao gol adversário.

VÁLVULA DE ESCAPE 

A válvula de escape era Marquinhos. São-paulino deu uma canseira em Rafael Carioca, principalmente quando Rafinha encostava para ajudar. Já a inter de Limeira se defendia bem e chegou a ameaçar com um chute de Galdezani. Reinaldo, em cobrança de escanteio, permitiu uma boa cabeceada de Diego. Nikão também mergulhou de cabeça e o arqueiro pegou.

Pablo Maia arriscou de fora da área, bola desviou na zaga e foi pela linha de fundo. Léo Pelé deu “chuveirinho” da esquerda e Gabriel Sara testou perigosamente. Tricolores reclamando muito da cera do goleiro Rafael Pin e defensores do time de Limeira, atrasando a reposição da pelota.

FALTOU O GOL

O que chamou a atenção foi a rapidez com que a zaga são-paulina se recompunha. Fato inédito até então. Aos 35, Jandrei (meio adiantado) quase levou o primeiro gol em chute de Geovane. Tricolor mostrou boa evolução, porém encontrava dificuldades de derrubar a “Muralha” da Inter, que se segurava com oito lá atrás.

Seriam necessárias paciência e cabeça fria para encontrar um “buraco” na defesa adversária. Árbitro deu pouco tempo de desconto. Mesmo assim, ataque criou pouco. Rafael Pin, a bem da verdade, quase nem apareceu. Arremates tricolores não foram diretos a gol.

RETRANCA INFERNAL

Ceni, para etapa final, teria de mexer na equipe. Éder e Rigoni já se preparavam para entrar. Afinal, alguém precisava finalizar ao gol adversário. Em dez minutos, São Paulo conseguiu seis escanteios. Ou seja, time de Limeira colocou dez na defensiva e um empate seria uma “goleada”.

Becão Galdezani salvou gol certo de Calleri depois de cobrança de escanteio pela direita.Tirou com a coxa esquerda. Um “milagre”. Nikão e Marquinhos foram substituídos. Equipe do Morumbi parou numa retranca infernal da Inter. Técnico Vinícius Bergantin fechou a casinha mesmo.

DESESPERO TRICOLOR

Insatisfeito, Ceni tirou Rodrigo Nestor e Pablo Maia para as entradas de Reinaldo e Alisson. No primeiro lance de Reinaldo, ele tentou cruzar e acertou o poste esquerdo de Pin. Se no primeiro tempo o São Paulo insistiu demais pela direita, agora fazia o contrário. Usa bastante o setor esquerdo.

Pressão total tricolor. Éder mandou outra no travessão. Ceni faltou invadir o campo para buscar a cobiçada e necessária vitória. Éder mandou uma “bomba” de pé direito  pelota desviou em Celsinho e Rafael Pin espalmou. Sensacional. Saiu Diego e veio Juan, garoto de Cotia. Valeu o esforço. Contudo, faltou a vitória.

Que dureza…

E tenho dito!