Mundial ainda é pesadelo para o Palmeiras

Foto: KARIM SAHIB / AFP

O Palmeiras continua sem Mundial de Clubes. Foi derrotado pelo Chelsea, nesse sábado, nos Emirados Árabes. No tempo normal, 1 a 1. Gol de Lukako e Raphael Veiga, de pênalti, cometido infantilmente pelo brasileiro Thiago Silva. Na prorrogação, Luan meteu a mão na bola e VAR deu penalidade. Hertz cobrou com perfeição e decretou 2 a 1 no placar agregado. O mesmo Luan acabou expulso de campo. Mais um vexame para coleção alviverde. Ainda bem que venceram a Copinha.

Que dureza!

As duas equipes mandaram a campo as melhores formações possíveis. O técnico Abel Ferreira foi corajoso. Manteve pressão na saida de bola do time inglês, com Rony, Raphael Veiga e Dudu. O que dava mais condições de atacar para o adversário. No entanto, o ritmo alviverde era intenso. Tocou a bola com segurança e tranquilidade.

NERVOSOS

O Chelsea, porém, com técnica e muita habilidade, procurva um buraco na fechada zaga adversária. Aos poucos, a equipe do treinador Tuchel dominou o jogo. Palmeirenses sentiram o peso da pegada alheia e recuou. Zaga alviverde chegava junto e cometia muitas faltas. Rony isolado no setor ofensivo nada conseguia fazer.

Aos 17 minutos, o camisa 10 cabeceou fraco. Verdão usando as armas de sempre: cruzamentos perigosos de Gustavo Scarpa nas bolas paradas. Chelsea procurava por mais a pelota no chão. Do banco, o portuga pediu calma. Sentiu jogadores alviverdes apressados e nervosos.

JOGO TRAVADO

Dudu, em lance individual, driblou os zagueiros e chutou por cima. Havertz arriscou de longe, para fora. Zé Rafael deu para Dudu. Atacante atrapalhou-se e concluiu mal. Tuchel sacou Mount (contundido) e entrou Pulisic. Saiu um triangulação mal finalizada por Lukako. Partida truncada e feia de se ver. Ninguém queria errar.

Thiago Silva arriscou de longe e Weverton espalmou. Aos 47 minutos o primeiro chute a gol do Chelsea. Muita dadalação para pouco futebol. Ingleses tiveram o comando das ações, porém foram impedidos de finalizar pela forte marcação alviverde, que neutralizou principalmente Lukaku.

GOL LÁ, GOL CÁ

O desafio para os dois times era o mesmo na etapa final: acertar o pé no setor ofensivo. Dessa vez, quem apertou a saída de bola foi o Chelsea.Time todo estava praticamente no campo de ataque. Odoe desceu pela esquerda e cruzou. Lukako subiu e abriu o placar de cabeça, 1 a 0.

Verdão sentiu o golpe e a equipe de Tuchel cresceu. Pulisic, de fora da área, arriscou com perigo. Abel trocou Zé Rafael por Jailson para conter o meio campo adversário. Confusão na grande área, Thiago Silva tocou com a mão. VAR pegou o lance e assinalou pênalti. Raphael Veiga bateu e converteu, 1 a 1. Lance infantil do brasileiro do Chelsea. Deu empate de graça.

GUERRA TOTAL

Lógico que o Alviverde cresceu e foi para cima. Era vez dos ingleses tremerem na base. Zaga palmeirense falhou e Pulisic quase desempatou. A chegada de Jailson deu maior estabilidade ao setor de armação. Raphael Veiga tentou de fora da área, sem sucesso. Verdão voltou definitivamente para a disputa. Tabela inglesa e Pulisic bateu para fora.

De novo, portuga alterou. Wesley e Atuesta vieram e saíram Rony e Raphael Veiga. Assim, Palmeiras recuou de novo. Nada dava certo para o Chelsea e o time de Abel passou a administrar a parada. E partida  acabou indo para prorrogação.

PRORROGAÇÃO VERDE?

O desgaste da equipe inglesa era a grande arma do Verdão. Vários jogadores do Chelsea acusando dores musculares. Os palmeirenses se mostraram inteiros. Pela lógica, mais 30 minutos os comandados de Tuchel iriam murchar. Ou seja, a grande chance de levar o Mundial era agora.

Curiosamente, o portuga optou por uma postura defensiva e deu a pelota para os Blues. Essa não deu para entender! Pressão total do Chelsea. Dudu ficou isolado no ataque. Piorou ainda quando sacou Dudu e pôs Navarro.

PENALTI E FIM DO SONHO

Jogo virou defesa versus ataque, por determinação de Abel. Pelo jeito, Palmeiras iria segurar a onda e levar para pênaltis. Saídas de Dudu, Raphael Veiga e Rony enfraqueceram o setor ofensivo. Zaga alviverde formou um “paredão”. A bola batia e voltava perigo algum.

VAR checou um provável pênalti de Luan. Colocou a mão na bola em chute de Aspicuelta.Árbitro apontou a marca do cal. Havertz bateu e marcou, 2 a 1. No desespero, saiu Marcos Rocha e entrou Dayverson. Luan acertou maldosamente em Hertz e levou cartão vermelho. Fim de jogo. Deu a lógica.

E tenho dito!