O sofrimento continua no Corinthians

Corinthians estreou no Paulista com empate (Foto: Divulgação/Rodrigo Corsi)

O destino do Corinthians parece ser cruel. Diante de qualquer adversário, sofre demais e não consegue vencer com tranquilidade. Foi assim na estreia do Paulistão no empate sem gols diante da Ferroviária, na noite dessa terça-feira, na Neo Química Arena. O destaque foi a volta de Paulinho, que entrou na etapa final e teve oportunidades até de definir a partida. A Fiel saiu decepcionada, afinal esperava uma vitória tranquila. Ledo engano.

Com um meio campo estranho (Du Queiroz, Giuliano e Renato Augusto, cadê o Paulinho?), Timão começou marcando a saída de bola, na base da pressão alta. A tática de Sylvinho, no entanto, deixou a desejar. Elano, treinador oponente, fechou o setor do grande círculo com cinco jogadores, o que dificultava as ações alvinegras. Ai, então, muitos toques laterais sem sentido de penetração.

WILLIAN SOLTO

Quem começou a desequibrar foi Willian. Camisa 10, pela direita, partiu para jogadas pessoais e levantou a massa. Mantuan, de centroavante, perdido no gramado. Nem voltava para buscar a pelota e nem se posicionava entre os zagueiros. Ou seja, onde estava o padrão de jogo, tão sonhado e esperado na temporada anterior?

O primeiro lance de perigo saiu de um cruzamento de Lucas Piton, com Mantuan testando para fora. Renato Augusto também se apresentava forte, encostando pela esquerda. O problema continuava o de sempre: ataque fraco, sem ameaçar o adversário. Equipe ainda se valendo dos talentos individuais, nada de sentido coletivo.

SAULO SALVOU

Willian rolou para Renato Augusto, que bateu de primeira para o goleiro Saulo espalmar no ângulo, isso aos 35 minutos. Murilo Rangel cabeceou com perigo por cima da meta de Cássio. Willian respondeu a altura e obrigou o goleiro a defender. Ele pegou mal na pelota. Willian cruzou na medida para Roger Guedes mergulhar de cabeça e Saulo salvar outra vez.

Para a segunda etapa, Sylvinho precisava fazer a equipe corintiana encontrar o caminho do gol. Mantuan não foi lá uma solução muito boa para atuar de centroavante. Nervoso, errou passes e não abriu os esperados espaços para a chegada dos companheiros vindo de trás. Que dureza!

FINALMENTE PAULINHO

Sem alteração, Corinthians voltou empolgado. Criou boa chance com Fagner, que bateu de esquerda e o goleiro encaixou. Depois, Roger Guedes foi para cima e bateu no lado de fora da rede. Sylvinho, então, apostou então em Paulinho e Gabriel Pereira. Sairam Du Queiroz e Mantuan. Velocidade e habilidade no Alvinegro. Roger Guedes de centroavante. Setor ofensivo com mais agilidade. Ferroviária toda na defesa.

Quase gol da Ferroviária. Igor chegou de repente e Cássio espalmou. Lucas Piton arriscou de longe, sem direção. Pressão alvinegra, Paulinho por pouco não abriu o placar. Chutou em cima de Saulo. Gustavo Mosquito entrou e foi embora Willian. Craque cansou e foi poupado.

NO SUFOCO 

Gustavo Mosquito deixou Roger Guedes na cara do gol e o camisa 9 desperdiçou chance de ouro. Piton cruzou da esquerda, Paulinho testou. Pelota raspou o poste esquerdo. Por um triz. Marquinhos salvou em cima linha bola que sobraria para Roger Guedes. Na base da tabelinha, o Timão tentava furar o paredão adversário.

No último lance, Gil pegou a sobra e Saulo pegou. Ou seja, com tantos talentos, time corintiano apresentou os mesmos defeitos no Brasileirão. Quando precisa propor o jogo, não consegue superar essa dificuldade e sofre demais nas mãos de qualquer oponente, principalmente daqueles que se fecham bem na zaga.

E tenho dito!