Para matar a Fiel do coração

Foto: Ettore Chiereguini/AGIF/GPress

Mais um jogo para matar a Fiel do coração. Diante de quase 40 mil presentes, o Corinthians derrotou o perigoso Fortaleza por 1 a 0, na tarde dete sábado, na Neo Química Arena. O gol salvador coube a Cantillo, aos 41 minutos da etapa final,  no apagar das luzes. O colombiano completou uma triangulação iniciada por Jô, passando por Roger Guedes. Matou a bola de direita, na corrida, e fuzilou de esquerda. Um golaço, levando o Timão a 47 pontos no Brasileirão. Mais que isso: apresentou um belo futebol e mereceu a vitória.

Teimoso ou incompetente? Sylvinho resolveu manter o mesmo time que sofreu para vencer a Chapecoense na prorrogação na última partida. Ou seja, Gabriel e Du Queiroz no meio campo e Renato Augusto de centroavante. Assim, os problemas de finalização e armação continuaram. A primeira chance de gol foi do Fortaleza, com Robson.  Na resposta, Gabriel Pereira lançou Roger Guedes. Ele bateu cruzado, para fora.

SEM ESTRATÉGIA

As duas equipes jogavam e deixavam jogar, embora as zagas marcassem em cima. Sobraram, então, as individualidades. Mais entrosada, a equipe do técnico Vojvoda encontrou facilidades para desenvolver um melhor futebol. Timão, empurrado pela torcida, errava passes no meio campo e tinha dificuldades para chegar ao ataque.

Time cearense aproveitava bastante a caida de Robson nas costas de Fagner, que descia toda hora no apoio. Já o Corinthians não apresentava uma estratégia específica. Funcionava na base do lado que dava certo. Renato Augusto, por isso mesmo,  ficou isolado, perdido entre os defensores.

MESMOS ERROS 

Matheus Vargas aproveitou deixada de David e fuzilou. Cássio pegou firme e sofreu falta em seguida. Escanteio cobrado por Roger Guedes, Gil testou e Benevenuto tirou de dentro da pequena área. Como já se esperava, time corintiano rendeu pouco, principalmente no meio campo e no ataque, igualzinho ao pega contra a Chape.

Ninguém aguenta essa insistência de Sylvinho. A Nação esperava uma atitude efetiva do polêmico treinador. Ele precisava abrir a equipe e recolocar peças. O ataque estava lento demais e sem opções para contra-ataques. Afinal de contas, Renato Augusto nunca foi um velocista e sim um homem de meio campo, de armação.

JOGO ABERTO

Técnico alvinegro se tocou na etapa final e colocou Gustavo Mosquito. Saiu GP, de novo com fraca atuação. Agora, Fabio Santos  e Guedes forçavam pela esquerda e pela direita, Fagner e Mosquito. Falta batida por Roger Guedes, goleiro espalmou, bola espanou no poste direito e saiu.

Cantillo também veio. Foi embora Du Queiroz. Jô no lugar de Gabriel. Fagner cruzou, Giuliano bateu de primeira,  sem sucesso. Timão saiu para buscar a vitória. Fábio Santos abriu para Mosquito. Deu o corte no zagueiro e tentou uma “cavadinha”. Matheus Boeck salvou no reflexo.

CANTILLO, O HERÓI

O volante Cantillo lançou Mosquito. Deste para Giuliano, que rolou para Renato Augusto. O camisa 8 acertou o poste esquerdo de Boeck. De novo goleiro evitou gol de Mosquito na sequência. Pressão total do Alvinegro. Em uma triangulação entre Jô, Roger Guedes e Cantillo, o colombiano afundou as redes de Boeck, 1 a 0.

Matheus Vargas, de longe, assustou Cássio. Renato Augusto, cansado, deu espaço para Xavier. Fortaleza arriscando de qualquer lugar. Jô esticou para Roger Guedes. Artilheiro penetrou em velocidade e chutou em cima de Boeck. Fim de partida. Valeu pelo segundo tempo, quando Sylvinho fez mudanças pontuais e mereceu a vitória.

E tenho dito!