Reencontro abençoado da Fiel com Timão

Foto: Beto Miller/AM Press & Images/Gazeta Press

O reencontro da Fiel com o Corinthians foi abençoado. Nesta terça-feira à noite, na Neo Química Arena, partida terminou 3 a 1. Depois de 586 dias sem público no estádio graças à Pandemia, 10 mil 624 torcedores viram de perto uma virada como São Jorge gosta. Gilberto fez de pênalti e Roger Guedes, da mesma forma, empatou. Cantillo, de cabeça, fez o primeiro gol dele com o Manto Sagrado e Jô passou a régua e fechou a conta. Agora o camisa 77 é o maior artilheiro da casa corintiana, com 28 gols (passou Romero, com 26). A Fiel provou ser o décimo segundo jogador mesmo. Timão assume o 4o lugar na tabela do Brasileirão. Quem diria!

Pressão corintiana forte no primeiro tempo. Tanto pela direita, quanto pela esquerda. A posse de bola era toda alvinegra. O esquadrão baiano baixou as linhas para marcar e deu campo para o adversário. No entanto, armou um “ferrolho” na entrada da área, o que dificultava as penetrações ofensivas. Também era visível a ansiedade de alguns jogadores corintianos, afinal se apresentavam diante da Fiel depois de quase dois anos.

DOIS PÊNALTIS 

Bahia, porém, não conseguia tirar partido disso. Um dos motivos era o ótimo posicionamento do meio campo que, além de não dar espaço, saia para o jogo. Por isso, chances de gol eram raras. Roger Guedes chutou aos 11. Gabriel Pereira cruzou e Renato Augusto despachou lá para Arthur Alvim, bairro próximo a Itaquera.

Faltava uma iniciativa individual, alguém para arriscar um drible, fosse para cima sem receio. Ou tentar de fora da área um chute de média distância. A partir dos 30 minutos, a equipe baiana soltou-se mais. E veio uma falta desnecessária em plena área alvinegra. Lucas Piton, ingênuo, puxou o experiente Gilberto pelo pescoço. VAR chamou a atenção do árbitro. Pênalti marcado. Gilberto cobrou e faturou, 1 a 0.

Torcida deu a maior força, como sempre. Agora era hora de colocar os nervos no lugar e buscar o empate, com tranquilidade e tecnica. Porém,  os jogadores sentiram a barra. Roger Guedes bateu falta e o goleiro espalmou. Bahia ganhou confiança e neutralizou os alvinegros. Resultado seria um castigo para a torcida.

Sylvinho, então,  inverteu William e Gabriel Pereira para ver se acontecia alguma alteração significativa. Fagner lançou William. Camisa 10 cruzou, Giuliano pegou forte. Lucas Araújo tirou a bola com a mão dentro da área. Árbitro assinalou pênalti. Roger Guedes cobrou com categoria, no canto oposto de Mateus Claus, 1 a 0. Impressionou a calma e a frieza do atacante, agora com quatro gols pela nova equipe. Lucas Araújo tinha cartão amarelo e acabou sendo expulso.

VIRADA NA RAÇA 

Sylvinho, na etapa final, tirou William e colocou Jô. Meia acusou desconforto muscular. Com um homem a mais, um sufoco era esperado por parte do Corinthians. Falta em GP pela direita. Fagner cobrou na cabeça certeira de Cantillo, 2 a 1, de virada. O primeiro gol do colombiano com a camisa preta e branca.

Timão tirou partido da vantagem e foi para cima. Rogério Guedes tabelou com Giuliano e rolou para Jô, que devolveu para Giuliano. Volante fulminou, Mateus Claus rebateu e GP não aproveitou a rebatida. Baixou o “santo” em GP. Fintou toda zaga e bateu sem força.

GP estava em noite inspirada  e fuzilou de fora da área. Goleiro rebateu nos pés de Jô. No rebote, veterano fez 3 a 1. VAR checou e validou. Triangulação entre GP, Roger Guedes e Jô.  A hora “h”, beque prensou e evitou o quarto tento. Cantillo saiu para a entrada de Gabriel. Fiel aplaudiu o colombiano em pé. Aliás, merecidamente.

Vieram Luan e Adson para substituir Renato Augusto e Roger Guedes (saudados também). Partida já estava definida. Só restava saber se seria com mais gols ou ficaria por isso  mesmo. Até  GP foi embora para Gustavo Mosquito entrar. Gil, de cabeça, por pouco não ampliou. Mosquito buscou também. Fim de papo. Consagração total no reencontro da Fiel com o Timão. Bonito de ver.

E tenho dito!