
Será uma decisão de tirar o fôlego e de novo entre equipes brasileiras. Na noite desta quarta-feira, em Guayaquil, no estádio Monumental, o Flamengo derrotou o Barcelona local por 2 a 0 e fará a final da Libertadores contra o Palmeiras, que eliminou o Atlético MG na noite anterior. A estrela de Bruno Henrique brilhou duas vezes, com gols sensacionais. O tira-teima entre paulistas e cariocas acontecerá no dia 27 de novembro em Montevidéu, no Uruguai, em jogo único.
De um lado, o estratégico Abel Ferreira. De outro, o polêmico Renato Gaúcho. O conceito do portuga é defensivo. Gosta de atuar com o regulamento debaixo do braço. O debochado treinador gaúcho solta a equipe. Para ele, a melhor defesa é o ataque. Duas escolas diferentes, a rigidez portuguesa diante da malandragem da bola brasileira. Um duelo de gigantes. Chegaram as duas melhores equipes da competição.
GOLEIRO PEGOU TUDO
Se não fosse o goleiro Diego Alves, o rubro negro carioca teria graves problemas no primeiro tempo. Ele fez, no mínimo, três defesas milagrosas, evitando um “saco de gols” do adversário. E como quem não faz, toma, o Fla saiu na frente. Everton Ribeiro percebeu Bruno Henrique penetrando livre, leve e solto pela esquerda e lançou. O atacante dominou e bateu sem perdão para balançar as redes do time equatoriano, 1 a 0.
O goleiro Burrai ainda viu aflito um chute de Andreas explodir no poste direito, o que seria fatal para o Barça genérico. Martinez, duas vezes, Pineida, Cantillo, Mastriani rondaram a meta flamenguista e boa parte dessas oportunidades quebraram a cara no “paredão” Diego Alves. David Luiz, por sua vez, se contundiu logo no início e deu lugar a Gustavo Henrique.
BANHO DE ÁGUA FRIA
Era tudo ou nada para o Barcelona. Um risco calculado. Porém, o time de Renato Gaúcho estava preparado e deu um banho de água fria no entusiasmo alheio. Vitinho rolou para Gabigol. O atacante tocou para Everton Ribeiro. De novo, ele levantou a cabeça e lançou Bruno Henrique. Sem dó e nem piedade, 2 a 0. Praticamente foi a pá de cal em cima da equipe do técnico Fabián Bustos.
Mesmo atrás de um “milagre”, os equatorianos brigavam muito atrás de cinco impossíveis gols para reverter a enorme vantagem do time de Renato Gaúcho. De olho no Verdão, treinador rubro negro começou a poupar os principais jogadores. Sacou o herói Bruno Henrique e Felipe Luiz e colocou Michael e Renê. Vieram Bruno Vieira e Pedro para Arrascaeta e Andreas descansarem.
Gabigol recebeu de Michael e, na saida de Burrai, desperdiçou. Flamengo administrava a vantagem com toques de primeira e sempre um perigoso contra-ataque. Torcida chegou a gritar “olé” quando o Barça ia para o ataque e não arredava o pé do estádio. Incentivava o clube mesmo diante do fracasso iminente. Bela demonstração de amor e devoção ao clube do coração.
Resultado justo e incontestável. Para dizer fracamente, o Flamengo mostrou um futebol de campeão.
E tenho dito!