Tricolor, no apagar das luzes

O São Paulo derrotou o Grêmio por 2 a 1, neste sábado à noite, no Morumbi, no apagar das luzes. Igor Gomes aproveitou cruzamento de Rigoni e sacramentou a vitória. Vitor Bueno e Vanderson tinham feito os gols anteriores. O interessante foi ver o Tricolor subir de produção na etapa final, o que não vinha acontecendo nos últimos jogos. E milagre: ninguém se machucou desta vez. Time vem subindo de produção e devagar deixa para trás a zona de rebaixamento.

De olho na segunda partida contra o Palmeiras pela Libertadores, na próxima terça-feira, o Tricolor entrou com uma equipe bem improvisada, para poupar os principais jogadores. O Grêmio, ao contrário, chegou com força máxima, ou seja, o que tinha de melhor para tentar sair da incômoda situação na tabela do Brasileirão.

No entanto, os reservas são-paulinos estavam ligados. Galeano disparou pela direita e bateu forte, cruzado. Zagueiro Thiago Santos salvou em cima da linha. Na verdade, ele foi fominha. Vitor Bueno e Igor Gomes estavam livres na pequena área. Falta na entrada da área. Barreira mal feita pelo goleiro Chapecó. Vitor Bueno enfiou o pé e fez 1 a 0. Bola foi em cima do goleirão. Falhou feio.

Tricolor Gaúcho meio confuso taticamente,  errando passes e com pouca eficiência ofensiva. Ai, então, falta na entrada da área para a equipe de Felipão. O lateral-direito Vanderson cobrou com efeito, sem defesa para Tiago Volpi, 1 a 1. A partir daí, prevaleceu o equilíbrio, embora o Grêmio tenha se ajustado no gramado.

Na etapa final, Crespo colocou Gabriel Sara. Pelo jeito, queria fazer logo o segundo gol. Douglas Costa partiu para cima de Miranda e ganhou na velocidade. No cruzamento, Vanderson bateu em cima de Tiago Volpi. Luan respondeu com um tiro de média distância, que Chapecó pegou na paz.

Partida, de repente ficou aberta e de muita intensidade. É certo que faltou um pouco de talento individual e postura técnica. Porém, sobraram esforço e raça. Até o bom Rigoni veio para luta. Na primeira participação do argentino, boa triangulação do ataque, que culminou com uma pancada de Reinaldo. Boa defesa de Chapecó.

Vitor Bueno achou Rigoni sozinho dentro da área. O hermano virou o corpo e bateu. Pelota triscou o poste direito do goleiro. Era gol certo. Vieram Liziero e Rojas. Com o passar do tempo, a intensidade transformou-se em correria e a coisa virou uma espécie de “bumba meu boi”.

Rojas cortou o marcador para dentro e detonou. Gabriel Sara tocou para Liziero. Chapecó pegou de novo. Reinaldo recebeu passe de calcanhar de Liziero e acertou o poste esquerdo de Chapecó. E aí veio o golpe mortal. Rigoni foi à linha de fundo e cruzou. Igor Gomes pegou de prima e passou a régua e fechou a conta, 2 a 1. Pela insistência e pela determinação, resultado justíssimo.

E dito!