
Sem mostrar um futebol brilhante, o São Paulo derrotou o Bragantino por 1 a 0, com um gol contra do zagueiro Léo Ortiz, nessa segunda-feira à noite, no Morumbi. Por outro lado, é flagrante a evolução da equipe são-paulina, nos aspectos técnicos e táticos, principalmente no segundo item. No primeiro teste, tudo certo. O próximo oponente de peso será o Palmeiras e aí o bicho vai pegar.
O primeiro tempo foi uma decepção. O Braga se defendeu e o Tricolor tentou atacar e se deu mal. Não soube superar a marcação baixa do adversário, que cortou os espaços das principais “armas” são-paulinas. Reinaldo, por exemplo, tinha três em cima dele. Pela direita, Igor Vinícius era discreto. Meio campo embolado e o jogo ficou amarrado e feio, sem brilho.
Para não dizer que não falei de flores, Igor Gomes meteu a cabeça na bola e obrigou Clayton a grande defesa. Pelo Red Bull, Claudinho apareceu livre pela direita e bateu cruzado. Defesa segura de Tiago Volpi. Muito pouco o que para muitos seria um novo “clássico” do futebol paulista.
Na etapa final, o técnico Hernan Crespo colocou uma dupla de área diferente, com Luciano e Éder. Reinaldo disparou pela esquerda e cruzou. O goleiro Clayton espalmou para frente. O zagueiro estava de no lance e não teve como sair e se desviar. Gol contra e 1 a 0 para o São Paulo.
Tecnicamente a partida continuou ruim. Faltoso demais. Mas teve uma alteração inesperada. Crespo sacou Igor Vinícius e pôs Igor Gomes. Com isso, pela primeira vez desde que foi contratado, Daniel Alves foi para a lateral direita, posição que o consagrou no Planeta. Red Bull sentiu o baque e o Tricolor passou a “girar a bola” de um lado para o outro.
Ledo engano. Dani Alves continuou pelo meio e pela lateral ficou Galeano. O esquema mudou de 3-5-2 para 4-4-2. Treinador hermano recuou visivelmente a equipe e mostrou-se satisfeito com a vitória. Braga pressionou nos últimos minutos. Aliás, sem sucesso. Correu sem organização e objetividade. Vitória tricolor. Time de Crespo aos poucos ganha corpo e confiança.
E tenho dito!