Para muitos, o futebol está virando um balcão de negócios. Jogador bom é aquele que o clube investe para depois vendê-lo no mercado europeu ou em outro qualquer do planeta. Assim, o carinho da torcida tem hora para acabar.
Todavia, para as crianças resta sempre uma esperança. Vale a pena ainda vibrar com o futebol. Puros de coração, sem maldade alguma, vestem a camisa do Vasco da Gama com dignidade e respeito, como fosse a do Barcelona.
Não querem saber das dívidas do Cruzmaltino. Se a fase está difícil ou não. Simplesmente torcem. O orgulho de vestirem o Manto Sagrado já basta para acreditarem, terem fé que no próximo jogo vai dar tudo certo.
No Brasil de hoje, um avô corintiano gostaria de ver o Lorenzo e a Bela vestidos com a camisa do Timão. No entanto, eles são livres para escolherem o time de coração. Quando era criança encarnei no Corinthians e o Corinthians encarnou em mim.
É mais ou menos como Jesus bradou: “vinde a mim as crianças”. Quem sou para contestar a divindade?
E tenho dito!