
Quinto jogo de Tiago Nunes no Corinthians, derrota para o Guarani do Paraguai, 1 a 0. É cedo para julgá-lo? Afinal, a culpa é dele somente ou de dirigentes e jogadores. Bem, cada um tem lá sua parcela no processo. A parte maior fica com Tiago. Chegou chegando no clube. Dispensou Ralf, aceitou contratação do “gordinho” Sidcley, mudou estilo de jogo e agora não aceita usar Pedrinho, disse precisar garantir a escalação no campo, nunca no grito. Ou seja, outro problema desnecessário às vésperas de uma decisão de vida ou morte contra o fatídico Guarani.
O grande desafio de Tiago era saber se virar dentro do Caldeirão Corintiano. A dúvida era se quando o bicho pegasse ele estaria pronto para encarar a situação. Pelo jeito, não. Um detalhe simples e revelador. No jogo do Paraguai tirou Janderson e colocou Madson. Era para por Vágner Love ou Gustagol, ora bolas, jogadores mais experientes e decisivos. Mas não. Foi fiel ao mesmo esquema desenhado anteriormente. Trocou seis por meia dúzia e ficou o dito pelo não dito.
Pulso forte é o remédio para o técnico corintiano. Se assim não fôr, vai dar zebra paraguaia de novo e o Timão vai virar freguês.