Alô, alô, Terezinha! Aquele abraço…

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

O Brasil foi dormir “Flamengo” e acordou “Flamengo”. A goleada de 5 a 0 sobre o Grêmio virou lenda. Até na Argentina os principais órgãos de imprensa estão de boca aberta e com medo do que possa acontecer com o River Plate, na final da Libertadores. Realmente foi uma partida de tirar o chapéu para o técnico Jorge Jesus e jogadores. Há muito não se via um futebol tão ousado, surpreendente e ofensivo aqui na “nostra” terrinha.

Pelas ruas de São Paulo, algumas camisas pontuavam aqui e ali. Perguntado a esses “flamenguistas” se eram rubros negros de coração, a resposta era unânime: “sou sim, mas torço para o Ceará”; “sou sim, mas torço para o Cruzeiro”; “sou sim mas torço para o CSA” e por ai vai. Quer dizer, aqui no planalto paulista os “urubus” torcem para dois times e vibram com aquele que está papando tudo no momento.

Sem contar o mega investimento da Globo no evento. Chamadas de uma em uma hora na TV, ibopes altíssimos, badalações mil. Me pergunto até onde vai a ficção ou a realidade. Futebol o Flamengo está jogando e muito. O problema é o “entorno” desse assunto. Na cabeça de certas pessoas está tudo junto e misturado.O Mengo tem uma torcida fake e uma outra real, um fenômeno interessante para ser melhor estudado, observado, analisado. A mídia aposta tudo na fake. O retorno é certo, garantido.

Por outro lado, já estava na hora de alguma coisa acontecer para alegrar a maioria dos cariocas. Chega de corrupção, intervenção militar, tiroteio em favelas, sequestros relâmpagos, assaltos, guerra do tráfego, bala perdida. Gostava do Rio na época em que o “Seo Chacrinha balançava a pança”, chamava pela “Terezinha, uh, uh” inocentemente; e o Gilberto Gil mandava “aquele abraço…”, com um sorriso sincero para a torcida do Flamengo.

Um pouco de alegria para os rubro negros não faz mal para ninguém.

E tenho dito!