
A seleção brasileira goleou sem dó e nem piedade a inocente Honduras por 7 a 0. Apesar do desnível técnico entre as equipes, o resultado caiu como um bálsamo, um refresco, para o tumultuado ambiente da equipe brasileira, causado pelos problemas particulares de Neymar, cortado por contusão às vésperas da Copa América. O placar também foi o maior realizado até agora na “Era Tite”. Chuva de gols pode trazer a confiança necessária para o Brasil fazer um bom papel no torneio. Tomara.
Vamos por partes para ninguém se perder no meio do caminho. Primeiro, com a ausência de Neymar, o time do Brasil se viu obrigado a usar o que tinha de melhor, ou seja, o futebol coletivo. Segundo, mesmo sem o craque, outros também sabem e têm poder de improvisação. Por isso, o futebol fluiu sem censura, sem ter de procurar Neymar em campo e deu tudo certo. De cara, Daniel e Richarlison tabelaram e deram na medida para Gabriel Jesus, de cabeça, abrir o placar, 1 a 0.
Mal deu tempo para comemorar, e Thiago Silva fez 2 a 0 de cabeça, aproveitando cruzamento da esquerda. Aí, então, os hondurenhos sentiram a barra e começaram a descer o pé, perceberam que poderiam ser goleados e entraram em estado de “alerta”. Quioto entrou forte em Arthur e levou cartão vermelho. Contundido, volante saiu para entrada de Allan.
Zagueiro pisou no pé de Richarlison, pênalti. Philippe Coutinho cobrou e converteu, 3 a 0. Ainda duas bolas nos postes, uma na esquerda e outra na direita (Coutinho), sem falar de oportunidades desperdiçadas por Jesus e Coutinho. Na etapa final, aos 2 minutos, Richarlison ajeitou de cabeça e Jesus mandou para as redes adversárias, 4 a 0.
O técnico Tite promoveu uma série de alterações e o ritmo foi mantido. E onde passa um boi, passa uma boiada: Filipe Luís lançou David Neres que, caprichoso, deu toquinho sutíl na saída do goleiro, 5 a 0. Zaga de Honduras bateu cabeça na saída de bola, Firmino não bobeou e deixou marca, 6 a 0. Éverton Cebolinha fez um salseiro pela esquerda e cruzou. Richarlison, atuando de centroavante, mandou ver, 7 a 0. E foi só.
Que venha a Copa América.
E tenho dito!