México cura a síndrome de cachorro vira lata…

Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP

O jornalista Roberto Avallone tinha uma frase lapidar para dizer se um colega de profissão era bom ou mau no exercício do trabalho: “Bem, esse é ruim. Comenta o jogo de costas”. Ao ver o México vencer a Alemanha na estreia da Copa da Rússia, por 1 a 0, gol de Lozano, lembrei do velho e bom parceiro de Mesa Redonda.

Afinal, para a maioria dos coleguinhas, ex-jogadores, ex-tecnicos e ex-arbitros (agora até o gato da madame Mim virou especialista), os alemães seriam os grandes favoritos para levar mais um título. Para alguns, nem precisava disputar o torneio.

Os caras eram organizados, cientificos, fora de série, dentro e fora de campo. Corrupção zero, aproveitamento mil. Aí, então, vem uma seleção mediana, forjada pelo polêmico ex-tecnico do São Paulo Osório, e os “deuses da bola germânica” caem do Céu para o Inferno, com anjos rebaixados por uma divindade da bola, essa cega, muda e surda.

Ou seja, comentam e analisam de costas. Não são jornalista. São profetas do apolocalipse, gostam de prever o futuro, advinham tudo. Esquecem, porém, da total falta de lógica desse esporte, o único onde o mais fraco derrota o mais forte.

Agora terão de engolir a atual campeã do Mundo com o rabo entre as pernas. Sem explicação adequada para um fracasso inesperado. O México de Osório curou a síndrome de cachorro vira lata, que todo latino americano têm. Somos bons sim, só que querem nos convencer do contrário.

 

E tenho dito!

3 comentários

  1. Põe nessa conta o Flávio Prado que arrasta um hipopótamo pelos técnicos europeus.O Palmeiras foi Campeão Mundial no Sub 17 ganhando do Real Madri na final, cadê a superioridade da Escola Européia?Chico Lang, pergunte a Flavio Prado se a superioridade é só nos Times Profissionais Europeus que compram os melhores jogadores de todos continentes ou também vale para a escola de técnicos dos times formados na base e para Seleção ?

Comentários fechados.