Neymar x Malcom, et marche ainsi le médiocre …

A FFF (Fédération Française de Football) está visivelmente armando uma “bolha de proteção” em torno de Neymar. O brasileiro, genial é verdade com a bola nos pés, manda e desmanda pelos campos francêses e nada acontece. Já com o ex-corintiano Malcom, do Bordeaux, ocorre exatamente o contrário. No próximo dia 8, por exemplo, o Comitê Disciplinar da Liga de Futebolistas Profissionais (LFP) irá julgar uma provável simulação de pênalti do atacante na vitória de 3 a 1 sobre o Lyon. Na minha opinião, coisa de jogo somente. Lance corriqueiro. Ponham na conta do jogo de cintura do jogador.

Dois pesos, duas medidas. Na mesma rodada, Neymar tirou o maior sarro de Hamary Traoré. O bajulado e, pelo jeito, intocável, camisa 10, chocou-se com o adversário. Ele ficou em pé e Traoré caiu no gramado. O brasileiro esticou a mão para ajudá-lo a levantar-se e, na hora “h”, deixou o adversário no “vácuo”. Puxou o braço rapidamente e saiu dando risada. Lance claro de desrespeito e agressão moral, perdoado com as explicações do tal Ney: “O futebol anda muito chato. Não posso mais brincar?”.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

Está errada a FFF. Malandragem existiu nas duas situações. Malcom arrumou uma saída esperta para ganhar uma vantagem. Driblou o apito, por assim dizer. Neymar, por sua vez, ofendeu o companheiro de Fédération. Brincou na hora errada, no momento errado. Punição nele, ora bolas. Na França, porém, o patrício se coloca acima do bem e do mal. Virou um “olimpiano”, para lembrar de uma expressão de Edgard Morin, filósofo francês da comunicação e da mídia internacional.

"Et marche ainsi le médiocre ..."

 

 

 

Um comentário

  1. chico:
    da para falar para o flavio prado que o assunto palmeiras já encheu o saco, mude de assunto

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