
Palmeirenses vibraram muito quando os alto falantes do Allianz Parque anunciaram a vitória do Cerro Porteño sobre o Corinthians por 3 a 2. Mas o castigo veio a cavalo. Ou melhor, na malícia e na raça uruguaias, tão conhecidas do futebol brasileiro. Afinal, já perdemos a Copa de 1950, no famoso Maracanazo, 2 a 1, de virada. Algo semelhante ocorreu com o Verdão. Baixou o “fantasma da história” e veio o “allianzazo”, na inacreditável derrota de 2 a 1 para o Nacional de Montevidéu, com dois a menos (expulsos de campo).
Os uruguaios fizeram dois gols ainda no primeiro tempo com Fernando Bacia e Nico Lopez. No segundo, teve gente reclamando de falta de Cristaldo. Juiz deixou correr. Gabriel Jesus descontou no finalzinho. Na etapa final, os hermanos justificaram tudo aquilo que se pensa deles. Foram desleais, matreiros, maliciosos, seguraram a bola demais. Forçaram os palmeirenses a lançar bolas aéreas. Como tinham dos zagueiros altos, neutralizaram quase todas tentativas alviverdes.
Árbitro ainda aplicou dois cartões vermelhos, para Fucile e Léo Gamalho. O técnico Marcelo Oliveira entrou em desespero e colocou uma equipe bastante ofensiva a partir dos 20 min do segundo tempo. No entanto, não ocorreram jogadas de aproximação, de toque de bola, com apenas Gabriel Jesus tentando cavar faltas. No último minuto da prorrogação, Lucas ainda acertou o travessão.
Azar ou incompetência?
Difícil dizer. O fato é que agora o Porcão terá de disputar dois jogos fora de casa, contra Rosário Central (lembram do sufoco também no Allianz?) e diante do próprio Nacional. Tarefa complicou demais para os comandados de Oliveira.
Isso é o que dá não fazer a lição de casa.
E assim caminha a mediocridade…