
Uma partida para entrar para história. O Palmeiras venceu o Rosario Central, da Argentina, por 2 a 0, em jogo válido pela Libertadores, nesta quinta-feira, no Allianz Parque. No entanto, o resultado nem de longe espelha o futebol apresentado pelas duas equipes. Na etapa final, os hermanos deram um sufoco nunca visto e ai, então, brilhou a estrela do goleiro Fernando Prass. Ele evitou três gols certos e ainda defendeu uma penalidade máxima cobrada pelo camisa 9 Marco Ruben. Praticamente, ganhou sozinho três pontinhos preciosos e abafou um pouco a crise que já rondava o elenco, a comissão técnica e a diretoria do clube.
Embora os argentinos do Palmeiras tivessem feito dois gols, se não fosse Prass o Palestra teria amargado uma derrota, levando sufoco e atuando de maneira ridícula, principalmente na etapa final. Inadimissível uma equipe com tantos jogadores de qualidade passar por um aperto desses. O primeiro gol, Cristaldo driblou o zagueiro adversário, uma poça d’agua, o goleiro Sebástian Sosa e mandou para o fundo do gol. Aliás, no primeiro tempo o Verdão articulou-se bem no gramado e justificou a vantagem.
O “apagão”, bem parecido com aquele da seleção brasileira frente a Alemanha (lembra dos 7 a 1 na Copa de 2014?), os palmeirenses parecias baratas tontas no gramado. Encolheram-se todos na defesa e ficaram sem opções de jogo para revidar a pressão adversária. Em apenas um único contra-ataque, Rafael Marques abriu para Allione já quase nos descontos e o argentino teve calma e frieza e driblar o marcador e fechar o caixão dos gringos.
Prass esforçou-se tanto, empenhou-se demais na vitória que teve uma crise de choro ao final da partida, além de sentir dores fortes na batata da perna esquerda. Teve dificuldades até para caminhar para os vestiários, enquanto era aplaudido pelas quase 40 mil pessoas presentes ao estádio. Uma atuação espetacular que garantiu a liderança do grupo para o Alviverde.
E tenho dito!
Realmente é admissível uma equipe jogar diante de sua torcida e se comportar como time pequeno e levar um sufoco jamais visto em jogos das Libertadores. Não é a primeira vez que o goleiro Fernando Pras vem salvando o Palmeiras de derrota, mas fica a pergunta até quando.
Contrataram um monte de jogadores, mas quantidade não é qualidade e os torcedores é obrigado a aguentar uma equipe sem um esquema tático, um monte de amontoados, com muito toquinho para o lado e chutões e lançamentos e chuveirinhos, coitado do centroavante, nem mesmo o Cristiano Ronaldo salvaria, morreria de fome na frente sem a bola chegar em condições de marcar.
Outra coisa tem que acabar com esta afobação dos jogadores, todos querendo decidir, quando o mais certo é o coletivo, tenhamos como exemplo o meio campista Robinho, tentou o gol, quando tinha o companheiro em boas condições pedindo a bola e só empurrar para o gol vazio.