Palmeiras perde jogo e nervos ficam à flor da pele

Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Resultado surpreendente. Inesperado. O Palmeiras perdeu da Ferroviária por 2 a 1, neste domingo à tarde, no Allianz Parque. Não que o Verdão vá cair para a Série B ou perder vaga na próxima fase do Paulistão. Duvido muito. Nem se complicar na classificação para outra etapa da Libertadores. A preocupação é quanto a falta de qualidade apresentada pelo Palestra nas mãos do técnico Marcelo Oliveira. Pior: o elenco tem ótimos jogadores, criativos, artilheiros consagrados (Alecsandro, Barrios, Cristaldo, Rafael Marques, Dudu) de categoria internacional e até agora a equipe está desentrosada, sem padrão de jogo nenhum.

Outro agravante: o elenco está mesmo desunido. Desta vez, Cristaldo e Dudu bateram boca com a bola correndo, diante das câmeras de TV e de 18 mil pagantes. Xingamentos pesados de ambas as partes revelaram desunião, tão comentada nos bastidores e até agora oculta para o grande público. O treinador perdeu o controle da chamada “fogueira das vaidades” entre as “estrelas” alviverdes. Daí palmeirenses ficarem com as barbas de molho. No atual momento, a equipe pode acontecer e chegar à outras conquistas ou malograr de vez.

Com duas derrotas no Paulistão para Linense e Ferroviária na “sagrada” Arena, duas vitórias e três empates no torneio (campanha ruim demais para uma “seleção”), Oliveira já se encontra em situação delicada. Em caso de derrota contra o Rosário Central, pela Libertadores, na quinta-feira, o futuro a Deus pertence, diria o eterno Oberdan Catani. A corda irá arrebentar para o lado mais fraco, ou seja, para o do treinador, como sempre ocorre no futebol brasileiro.

Quanto à derrota, méritos da Ferroviária. Soube explorar os erros do adversário. No primeiro gol, de Fernando Gabriel, goleiro Fernando Prass falhou feio. Bola foi no canto dele. Erro imperdoável para um goleiro veterano, velho de guerra. No segundo, de Rafinha, Zé Roberto deu o bote errado. Outro “vovô da bola” errou feio, para desespero da fanática torcida palmeirense. O gol de honra coube ao talismã Dudu.

E assim caminha a mediocridade…

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