Time de homem ganha campeonato de homem. Parabéns, Verdão!

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
O ex-técnico Evaristo Macedo disse uma frase lapidar do futebol brasileiro. “Time de homem ganha campeonato de homem. Time de menino ganha campeonato de menino”. A final da Copa do Brasil 2015 vencida pelo Palmeiras na cobrança de pênaltis (4 a 3) sobre o Santos reflete bem o significado das palavras do experiente e polêmico treinador. O Verdão aproveitou-se de tudo. Da imensa torcida presente no Allianz Parque, das contusões sofridas de ambos os lados (Gabriel Jesus e David Braz se contundiram no início do jogo), do péssimo estado do gramado e da malícia dos gringos Lucas Barrios e, depois, Cristaldo, o talismã do campeão, além do inesgotável Zé Roberto. Fernando Prass deixou o gramado como herói. Pegou um pênalti e fez o quarto gol nas cobranças. O tempo de janela definiu tudo.
O Palestra está garantido na Libertadores, juntando-se por enquanto ao Corinthians, o arqui rival, hexacampeão brasileiro. Do lado santista, decepção total durante toda a partida. No tempo normal, derrota por 2 a 1. Dois de Dudu em falhas gritantes da zaga. Ricardo Oliveira, outro veterano, deixou a marca de artilheiro fazendo o gol de honra. Porém, jogadores até então tidos como brilhantes revelações e novas “jóias” da Vila Belmiro fracassaram. Lucas Lima um fiasco. Completamente anulado pelo jovem Matheus Sales. Gabigol mais brigou do que jogou. Marquinhos Gabriel (além de escorregar na hora de bater um dos pênaltis) foi uma figura apática. Ou seja, os meninos ai do velho e bom Evaristo amarelaram, tremeram na hora H.
Pelo Palmeiras, Dudu matou a pau. Lutou muito para garantir o título no tempo normal. No entanto, sobrou para o mais velho em campo, o goleiro Fernando Prass, chamar para si a responsabilidade da conquista. Além de defender uma penalidade (de Paulo Ricardo), ainda cobrou a última do Verdão, sacramentando 4 a 3. O técnico Marcelo Oliveira vibrou muito. Afinal, depois de quatro vezes vice-campeão da Copa do Brasil chegou à primeira glória da carreira. Termina a temporada tri brasileiro (dois Brasileirões seguidos com o Cruzeiro e uma Copa BR com o Palmeiras).
Pela raça, garra, disposição e pegada título merecido.

E tenho dito!

3 comentários

  1. Chicão, boa noite! O mais velho em campo não foi o Prass com 37 anos. O mais velho em campo foi Zé Roberto com 41 anos. Valeu!!!

  2. Chico qual seu e-mail ? Tenho uma boa sugestão para reportagem, embora sei muito bem que um profissional como você não precisa de orientação e sugestão, mais creio que é uma boa.

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