Renan Ribeiro (São Paulo) e Agenor (Joinville), duas muralhas

chicoA partida entre Joinville e São Paulo teve pouco mais de 95 minutos (some-se ai os descontos) e poderia durar mais outro 1/4 de hora que terminaria 0 a 0 do mesmo jeito. Afinal, era noite dos goleiros Renan Ribeiro (Tricolor) e Agenor (para os catarinenses). Os dois tiveram sorte, habilidade, reflexo e praticaram defesas incríveis. Não é à toa, por exemplo, que a torcida local colocou o apelido no arqueiro de “Ageneuer”, uma referência ao goleiro Manuel Neuer, do Bayern de Munique, e da seleção alemã campeã em 2014 no Brasil.

No últimos segundos da prorrogação, Ganso deixou Pato de frente para o crime. Era o atacante e o guarda-valas. Um disputa injusta. Afinal, o são-paulino completou 26 anos nesta quarta-feira (deveria ser presenteado pelo bom futebol apresentado) e sabe como nunca fazer gols. No entanto, o tal de Agenor operou um “milagre” e defendeu em dois tempos. Campo molhado pela chuva e o suor intensos, torcida xingando nas arquibancadas. Seria um ótimo resultado para o Misto Quente são-paulino, repleto de desfalques.

Mas futebol é assim. As táticas podem lembrar figuras geométricas. No entanto, é um esporte que nada tem de matemático. Tanto assim que bola na trave é considerado erro e não acerto. O avante Edgard Junior que o diga. Mandou três vez no poste de Renan Ribeiro, em uma partida onde os adversários brigaram até o fim por uma vitória. O incansável Marcelinho Paraíba (passou dos 40 anos) correu feito garoto. Impressionante.

Resumo da ópera: 1 ponto para cada lado, embora tenha sido uma das melhores partidas do Brasileirão.

E tenho dito!