
O descontrole tomou conta de vez da equipe do São Paulo. Na derrota de 2 a 0 para o Sport, em Recife, neste domingo, três foram expulsos de campo. Para variar, os mesmos de sempre: Luís Fabiano, Ganso e o técnico Juan Carlos Osorio. Nervos à flor da pele no Tricolor. Ganso nem desculpas pediu para o treinador pela revolta quando da substituição na partida anterior. Colombiano deixou o dito pelo não dito. Diretoria idem. Fabiano decantou em prosa e verso a permanência no clube. Queria ser negociado com o Cruz Azul, do México.
Osorio fala mal o português (língua materna é o espanhol). No entanto, provoca arbitragem com gestos, faz uma mímica perigosa na área técnica. Não foi a primeira vez a ser expulso. Infelizmente, não será a última também. Precisa aprender a conviver com a realidade do apito brasileiro, nem sempre justo. Pelo contrário. O mesmo juizão que o mandou para o chuveiro mais cedo, deixou de marcar um gol legítimo de André e ignorou pênalti claro sobre o mesmo atacante, optando por falta fora da área.
O Sport, por sua vez, bem orientado por Eduardo Batista (filho de Nelsinho, ainda no Japão) apostou nos pitis do adversário e saiu-se bem. Depois de três resultados ruins, garantiu a chancela de favorito no Brasileirão, pelo menos a ficar entre os primeiros e sonhar com a Libertadores 2016. O São Paulo, mesmo tropeçando nos nervos, está no bolo de cima. Desesperar-se agora seria burrice. Afinal, a linguagem do bom futebol é Universal.
E assim caminha a mediocridade…