Lei da compensação: Verdão mal, Gabriel bem!

Gabriel Jesus agradece passe de Cleiton Xavuier, abraçado por Cristaldo. Gazeta Press

É a tal Lei da Compensação. Ela também existe no futebol. O Palmeiras venceu o tal Asa de Arapiraca (disputa a 3.a Divisão) por 1 a 0 e se classificou para a próxima fase da Copa do Brasil. Resultado magro, esquelético comparando as folhas de pagamento de um clube e outro, por exemplo. Em compensação, porém, a torcida do Palestra pode certificar-se do nascimento de um ídolo: Gabriel Jesus. Ele foi o autor do gol salvador, fez o primeiro como profissional e garantiu a quinta vitória em sete jogos do técnico Marcelo Oliveira, dando um bico nos fundilhos das negras nuvens pairando sobre o Allianz Arena.

A ciência tecnológica veio para ficar no futebol. Os especialista em fisiologia do clube fizeram a cabeça do treinador e escalaram o time. Garantiram para Marcelo Oliveira que vários titulares estavam correndo risco de lesões após exames laboratoriais. O técnico, levado pela palavra dos “sábios modernos” escalou um time meia-boca. Ressuscitou Leandro que, aliás, perdeu o gol mais feito do Universo no início da partida; escalou dois laterais reservas e um meio-campo diferente.

Diante de um adversário modesto e bem armado (só apelou no final), Verdão deixou torcida com o coração na boca. A bem da verdade, o goleiro Fernando Prass fez mesmo uma defesa difícil, quando o jogo já estava ganho, após cobrança de falta na etapa final. O Asa tinha poder de fogo limitado no ataque e nem chegou a fazer cócegas no poderoso adversário. De tão moleque, de tão puro de coração, Gabriel até chorou depois de fazer o primeiro gol como profissional pelo Verdão. Só pela inocência do rapaz, valeu a classificação.

E tenho dito!

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