Ninguém segura o Barcelona de Messi e Neymar

Lançado pelo magnífico Messi, Neymar “matou” o goleiro Neuer e saiu para o abraço. AFP

Sou de uma geração, meus amigos e inimigos (para lembrar do genial Matinas Suzuki) que gostaria de ter visto uma dupla de atacantes formada por Maradona e Pelé. Infelizmente, cada um teve um rumo na vida, além de distanciados pelo tempo. Viraram sinônimo de rivalidade entre os dois povos (quem é melhor?) e pairou no ar uma frustração histórica. Quiseram os deuses da bola, caprichosos e donos da razão eterna, compensarem os amantes do futebol colocando no mesmo time Messi (argentino) e Neymar (brasileiríssimo). E foi assim, por causa desses dois monstros da bola planetária, que o Barcelona venceu o primeiro jogo das semifinais da Liga dos Campeões contra o Bayern de Munique por 3 a 0.

Três pinturas, três obras primas, uma mistura de Salvador Dali (surrealista) com Di Cavalcanti (o mestre das mulatas assanhadas). No primeiro, Daniel Alves ganhou no peito e na categoria e rolou para o hermano. De fora da área, um chute no cantinho do gigante Neuer. No segundo, deixou o tal de Boateng sentado no gramado e mandou por cobertura para as redes do goleiro alemão. Por último, Neymar recebeu um presente do amigo Messi. Penetrou e tocou no meio das pernas de Neuer (eu vi no meio das pernas e dane-se). Senti um gostinho de vingança por aqueles 7 a 1. Afinal, Neymar não estava em campo naquele dia trágico.

Vou fumar um bom cachimbo e acender uma vela para os deuses da bola. Enquanto o fumo e o pavio queimam pelas chamas, farei uma prece agradecendo por estar vivo e poder degustar a beleza de uma dupla perfeita.

Podem não ser Pelé e Maradona. Mas são Messi e Neymar.

E tenho dito!

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