Muricy, leão ferido atacado pelas hienas do Morumbi

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Muricy Ramalho e São Paulo chegaram a um acordo. Doente, cansado, fisicamente limitado, o treinador deixou o clube depois de sentir-se mal na manhã desta segunda-feira. Nessa semana ainda deve fazer uma cirurgia e pediu um tempo maior para recuperar-se. Termina de forma melancólica a segunda passagem de Muricy pelo Tricolor. Não é uma simples coincidência o “reinado” do Mojica ter terminado meses depois da saída de Juvenal Juvêncio. O chamado Juju era o sustentáculo do ex-técnic0. Era o homem de confiança dele no futebol profissional.

A entrada de Carlos Miguel Aidar, turbulenta por sinal, minou aos poucos a autoconfiança de Muricy. Sem falar de outras más influências, tipo Leco e João Paulo de Jesus. O último, por sinal, almoçando quase todo dia no CT da Barra Funda e “marcando em cima” os passos da comissão técnica. Em outras palavras, a política da bola impediu o bom trabalho do querido Mojica, excelente profissional e apaixonado pelo clube.

Por outro lado, tem o aspecto humano. Muricy realmente ficou doente. Não estava 100% para resistir às pressões, críticas, desaforos, cutucões maldosos, armações na calada da noite, quer de dirigentes ou mesmo de jogadores. Afinal, cabe muito bem aqui a metáfora do “leão ferido”, atacado pelas hienas oportunistas e desleais da “savana” são paulina.

E assim caminham a selva da bola e a mediocridade…

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