Depois dos 7 a 1 da Alemanha no Brasil ficou claro estar o futebol brasileiro parado no tempo. Digo mais, muitas vezes andando para trás. Impossível não se sensibilizar com o brilhante texto do companheiro aqui da Gazeta Esportiva.Net, João Ricardo Cozac, psicólogo especialista em preparação esportiva. A indignação do amigo é minha também. O Palmeiras trouxe um motivador (um pastor evangélico) para levantar o moral da equipe (ou seria para abençoá-lo?). A Portuguesa, agora, optou por contratar um conhecido hipnólogo para evitar a vergonhosa queda para 3ª Divisão do Brasileirão.
Ou seja, nesses clubes existem os departamentos. Neles especialistas em cardiologia, ortopedia (médicos claro), além de nutricionistas, fisiologistas, citando os mais conhecidos. Todos são cientistas. Afinal, estudaram mais de 25 anos (caso dos médicos, por exemplo, com residência e tudo o mais) para poderem exercer a profissão. Depois da entrada dessas determinadas áreas, a bola nacional evoluiu demais. Jogadores se contundem menos e quem dá azar de machucar, se recupera rápido.
É a ciência auxiliando o Esporte. Um palestrante evangélico ou um hipnólogo nada têm de cientista. Podem ser bons para trabalhos a curto prazo. São um tipo de “farmacêuticos da alma”. Passam uma pomada e botam um esparadrapo nas feridas. Em seguida, se forem precavidos, chamam um médico. Mas existem “médicos de alma” que não sejam padres, bispos evangélicos, pais de santo ou hipnólogos? Claro que sim: os psicólogos, sem falar dos psiquiatras, psicanalistas, neurologistas e da neuropsicologia.
A psicologia é uma ciência há séculos, como a medicina, o direito ou a biologia. Nada contra a religião ou a hipnose. Tudo é válido para recuperar a esperança, a fé em si mesmo (religião). A medicina também usa anestesia (hipnose). Admito uma mescla das duas coisas (por que não?). Mas a ciência tem métodos e uma linguagem mais profundos, eficientes, que se atualizam numa velocidade espantosa nos dias de hoje. Já passou da hora do futebol abrir as portas para a modernidade. Parar de rezar de campeonato em campeonato e ter uma administração criativa e com os pés no chão. Quem tira coelho da cartola é mágico ou um bom ilusionista. Na Era do DNA, do Big Bang, dos aceleradores de partículas, da nanologia não cabe bater tambor na esquina.
Como diria o velho e bom Rubens Minelli, ninguém faz milagre no futebol.
E tenho dito!
Como ninguém faz milagre no Futebol o Téc. Tite foi campeão do mundo como coríntias.
Caro companheiro Chico, existe “pastor” e pastores, assim como “comentaristas” e comentaristas, sua alusão da falta de competência pastoral não é verdadeira, para ser pastor na minha igreja (presbiteriana) se estuda e muito seis anos de seminário e outras matérias que estudamos, agora tem aqueles que sonham que são ‘pastores’ se auto denominam, compram uma Bíblia e saem por aí iludindo os incautos, podemos dar conselhos a jogadores, bêbados, drogados, comentaristas e outros mais. Ensinamos que os milagres só Jesus os faz, “Milagres importantes para a vida” —não para joguinho de futebol. E Viva nosso TIMÃO! Rev. Saul
Amigo pastor,
Longe de mim desprezar o trabalho comunitário realizado pelas Igrejas Evangélicas. Pelo contrário. O senhor tem razão. Graças à Jovem Peniel, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, meu filho mais velho recuperou-se do vício de crack. Também reconheço os seis longos anos de estudo citados pelo senhor. Respeito tudo isso. No entanto, meu amigo, esse tipo de trabalho não pode ser chamado de ciência. É sim obra da fé, do amor em Cristo, da luz da palavra divina. A psicologia, por exemplo, pretende quantificar o emocional, estudá-lo atentamente, com observações rígidas e, se possível, desvendá-lo. Existe também a metapsicologia, cujo objetivo é entender o Inconsciente humano. O que muda? O discurso. A re-ligação ou re-ligião é um encontro do homem com a crença em um Ser Superior. A ciência, para caminhar, é preciso fazê-lo nas trevas, sem auxílio nenhum, a não ser da razão, do trabalho laboratorial, no esmero das milhares de cirurgias especializadas, na aplicação da física, da matemática e da sociologia. Lembrando ao amigo que Deus criou o homem, porém, o criou livre. Deu-lhe a responsabilidade de escolher entre o Bem e o Mal, daí a ciência nascer da cabeça humana. Não fique triste com as críticas feitas ao colega motivador. Foram sinceras e construtivas. Não seriam feitas se a equipe do Palmeiras se deslocasse até o templo e lá participasse de um culto. Dou a César o que é de César. A Deus o que é de Deus.
Viva o Corinthians!”