Timão e Vasco empatam e uniformizadas dão vexame de sempre

Marcelo Sadio/CRV
Marcelo Sadio/CRV

Dentro de campo, Vasco 1 x 1 Corinthians, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Partida disputada, boas jogadas, dribles excelentes, atacantes buscando o gol. Placar, aliás, justo tendo em vista a produção das equipes. Já na belíssima Arena de Brasília, um vexame: torcidas uniformizadas dos dois clubes se pegaram a tapa, rolando por cima de mulheres, senhoras de idade até e crianças nas arquibancadas.

E não foi por falta de aviso. As organizadas desses dois clubes têm um confronto antigo, violento e sanguinário. Já devem ter morrido uns cinco ou seis por causa de troca de tiros, incêndios de ônibus e brigas marcadas pela internet. Das duas uma: ou esse tipo de torcedor ganha um espaço exclusivo nas novas Arenas e que se matem se quiserem ou são impedidos de qualquer participação efetiva em um evento futebolístico.

Em Milão, no estádio San Siro, na época de combate aos hooligans europeus (1990), as autoridades optaram por agir dessa forma. Isolaram os vândalos em uma cobertura  de acrílico e eles que se chocassem naquele reservado. A polícia só entrava quando o andamento da partida era incomodado.

A TV fez muito bem de mostrar o quebra-quebra no Mané Garrincha. Que a imagem seja divulgada no mundo inteiro e a Fifa pressione a CBF. O futebol brasileiro não necessita dessa gente para sobreviver.

E assim caminham a ignorância e a mediocridade…