A frase pode ser retórica, ou seja, ter um efeito mais sonoro do que significar alguma coisa real. Mas desde criancinha aprendi que “não se deve ser mais realista do que o Rei”. O tal selinho de Emerson Sheik em um amigo, na mesa de um bar qualquer, registrado em foto e divulgado pelo próprio jogador, era um ato perfeitamente dispensável. Não se trata de duvidar da masculinidade do atacante, se bem que opção sexual, partido político, time de futebol e religião cada um tem o seu.
Teve gente revoltada. O pessoal da Camisa 12 mandou críticas para cima do acontecido. Exibiram faixas, algumas até homofóbicas. De repente, Sheik criou um tumulto à toa, de bobeira. Bem no dia seguinte de uma vitória rasgada e suada contra o Coritiba, a famosa partida de “seis pontos”. Também após criar um clima negativo com o técnico Tite. Quando substituído por Romarinho, ficou claramente irritado, com direito a piti no banco de reservas.
Sheik tem crédito com a Fiel. Afinal, para sempre será o herói da Libertadores de 2012, quando o Timão sagrou-se campeão invicto de uma competição sul-americana de forma inédita, bem em cima do “temível” Boca Juniors. Espero que tudo isso não se transforme em uma grande bola de neve destruidora e estrague o ambiente excelente entre o elenco e o treinador.
E assim caminham os exibicionistas e a mediocridade…