
Por Alexandre Silvestre
Os Deuses do Futebol ficaram confusos, malucos, indecisos e fizeram da final da Copa do Catar, em Lusail, a primeira do Oriente Médio, talvez a mais incrível de todos os Mundiais.
Uma disputa também celestial e polêmica, nas nuvens. Consagrar Messi, marcando o gol do título inédito para ele, tirando a Argentina da fila de 36 anos; ou transformar Mbappé no Rei de uma noite memorável?
Os hermanitos deixaram os azuis desbotados em quase toda a partida. Só que a França, no fim do tempo regulamentar, renasceu das cinzas. Perdia por dois gols, empatou e quase virou.
Na prorrogação, com requintes de crueldade para ambos os lados, os Deuses da Bola seguiram discutindo… qual dos dois camisas 10 triunfaria?
Preferiram deixar o destino agir (resolver o dilema nas penalidades) e lavaram as mãos.
Para o bem do esporte mais apaixonante e amado do planeta, Messi, o maior jogador do século, foi coroado com a glória que lhe faltava. Alívio para ele, para o povo argentino e para o “Dios”, Maradona, que deve, lá de cima, ter dado uma “mãozinha”.
