Se nas Olimpíadas os nossos jovens talentos estão mostrando ao mundo seu valor, como a skatista Rayssa Leal, mais nova medalhista da história do Brasil, ganhando a prata em Tóqui com apenas 13 anos de idade, no automobilismo alguns recordes também estão sendo quebrados.
Revelação do esporte a motor nacional, o piloto Pedro Clerot registrou uma marca histórica no último final de semana no Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu (SP).
Com apenas 14 anos, ele passa a ser o mais jovem piloto a conquistar uma pole position em competições oficiais de automobilismo no Brasil. Competindo na Fórmula Delta, Clerot ainda conseguiu um pódio e é destaque no campeonato mesmo sendo um estreante.

“Foi um final de semana especial e de grande aprendizado. Liderei todos os treinos com grande vantagem e depois cravei a pole position. Na hora eu nem imaginei que havia quebrado esse recorde, mas fiquei muito feliz de saber disso e me motiva muito para as próximas etapas e também para sequência da minha carreira”, diz Clerot, que foi campeão do Open Brasileiro de Kart em 2020.
Até o ano passado, os regulamentos do automobilismo brasileiro permitiam a presença de pilotos com no mínimo 15 anos completos. Em 2021, isso mudou com a segunda temporada da Fórmula Delta, uma categoria que é voltada para os jovens fazerem a transição do kart para a Fórmula 4, abrindo portas para competidores de 14 anos no grid.

“A pista do Velocitta é bastante técnica e logo na minha primeira corrida eu consegui conquistar um pódio. Fechei em terceiro lugar mesmo após sofrer com alguns problemas de freio. Na segunda corrida eu larguei em quarto, com a inversão dos seis primeiros colocados da corrida 1, e eu vinha muito bem. Assumi a liderança na quinta volta, mas infelizmente na sequência o carro apagou completamente e eu precisei abandonar”, diz Clerot, que é bicampeão brasiliense de kart e o atual vice-campeão brasileiro.
Pessoalmente, acho ótimo que os pilotos possam acelerar cada vez mais jovens por aqui – pois na Europa já existiam países que permitiam jovens de 14 anos nos fórmulas, como a Dinamarca, por exemplo. Pensando que Max Verstappen estreou na F1 com apenas 17 e hoje é um dos principais nomes para se tornar campeão mundial, parece que no automobilismo a precocidade pode sim ser um forte indício de talento.
