A renovação de Lewis Hamilton e o favoritismo de Max Verstappen

Max Verstappen (Red Bull Content Pool)

O GP da Áustria de F1 confirmou o favoritismo da Max Verstappen e da Red Bull e praticamente coloca agora no holandês toda a pressão para conquistar seu primeiro título mundial.

Ótima notícia para a fanática torcida que pintou de laranja o Red Bull Ring – e até rendeu uma espirituosa brincadeira do jovem Lando Norris, outro destaque do final de semana ao conquistar uma primeira fila e um pódio com a McLaren. Ele “agradeceu” a presença dos fãs, fazendo um trocadilho com o fato de sua equipe ter a cor laranja como identidade.

Ele ganhou elogios também de Lewis Hamilton, o que mostra que, mesmo com a eventual aposentadoria do heptacampeão, a Inglaterra estará muito bem representada na F1 por Norris e mesmo por George Russell, que também tem feito milagres com a Williams (ainda que, por muitas vezes, o pontinho sempre escapa no final).

Fora das pistas, a grande notícia foi o anúncio da renovação de Lewis Hamilton por mais dois anos com a Mercedes. Foi uma decisão lógica das duas partes e já dá também o tom de que o próprio britânico já percebe que será difícil encarar Verstappen na disputa pelo título em 2021.

Lewis Hamilton e Toto Wolff (Mercedes Media)

Talvez se estivesse disparado na liderança e sem adversários, Hamilton se daria ao luxo de conquistar o seu oitavo título mundial de F1, se isolar como o maior recordista de todos os tempos (hoje ele está empatado com Michael Schumacher) e abrir caminho para sua vida de ativismo para o ano de 2022 em diante.

Mas pelo visto, como a maioria dos esportistas, sobretudo de altíssimo nível, Hamilton não quer se aposentar em um ano de derrota. Por isso, optou por mais dois anos com a sua equipe, que já está focando no carro de 2022 para retomar a hegemonia recém-quebrada pela Red Bull.

E quem ganha com isso? Nós, fãs da F1, que temos este ano, 2022 e 2023 garantidos de uma disputa intensa de Hamilton X Verstappen e quem sabe a nova geração também conseguindo incomodar, como Norris e sua McLaren e Leclerc e sua Ferrari, sobretudo a partir da próxima temporada.

Quem diria que, graças a incrível performance de Verstappen e Red Bull, teremos mais dois anos do recordista da F1 nas pistas?

Rodrigo França

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