Lewis Hamilton iguala recorde de Ayrton Senna: 5 vitórias seguidas na mesma pista

Lewis Hamilton Spanish Grand Prix (LAT Images)

Mais uma vez o duelo Lewis Hamilton X Max Verstappen foi a grande atração da F1 – com o piloto da Mercedes levando a melhor no GP da Espanha realizado ontem no Circuito da Catalunha, em Barcelona.

A impressão é de que, mesmo que optasse por outra estratégia de pit stops, Max não conseguiria superar Hamilton, que, junto com sua equipe, fez uma escolha ousada ao parar duas vezes e colocando pneus médios.

Até comentei durante a corrida que parece que a estratégia da Mercedes é “deixar a corrida de Barcelona mais emocionante”, já que a pista tende a produzir provas monótonas. E se alguém questionar Toto Wolff sobre o perigo da ousadia na estratégia, ele responderá: “calma, temos Lewis Hamilton”.

De fato, o piloto que chegou ao incrível número de 100 poles mostrou porque é o maior recordista da história da F1. Fez volta rápida em cima de volta rápida quando necessário e executou com calma a manobra sobre Verstappen.

Isso que dizer que a briga pelo Mundial já acabou? Claro que não, e a reação da Red Bull já deve vir na próxima corrida, nas ruas de Monte Carlo, onde tradicionalmente a equipe costuma andar melhor que a Mercedes, até mesmo nos anos em que o time alemão vinha com maior superioridade.

E por falar em Mônaco, Hamilton igualou mais um recorde de seu grande ídolo, Ayrton Senna. Com a vitória de ontem, conquistou a quinta consecutiva no mesmo circuito, exatamente como o brasileiro fez em Monte Carlo entre 1989 e 1993.

Vencer por cinco anos seguidos é algo bem difícil já que a hegemonia de um time não costuma durar tanto – ou, mesmo que dure, sempre há rivais dentro de seu próprio time, como Senna teve com Prost na conquista de 1989, por exemplo. E as vitórias de Senna em 1992 e 1993 são ainda mais impressionantes porque a McLaren era bem inferior às Williams e até mesmo a Benetton.

E Senna poderia ter emendado sete vitórias seguidas, de 1987 a 1993, não fosse o erro no finalzinho da prova de 1988, quando liderava com mais de um minuto de vantagem sobre Prost e bateu sozinho na entrada do túnel. Uma vez entrevistei Galvão Bueno e ele disse que o objetivo de Senna era dar uma volta em cima de Prost – será?

Fato é que as sete vitórias seguidas em Mônaco não vieram. Mas o próprio Ayrton dizia que foi naquela perda de concentração em 1988 que ele aprendeu uma valiosa lição com o próprio erro para evoluir para conquistar o primeiro dos três títulos mundiais de F1.

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