Agora é certeza: vai ter duelo Lewis Hamilton X Max Verstappen na F1

Lewis hamilton -Sebastian Kawka

Quem acompanha este espaço aqui na Gazeta Esportiva viu que este jornalista que te escreve arriscou: Red Bull até conseguiria a pole com Max Verstappen, mas em ritmo de prova a Mercedes daria o troco e ficaria com a vitória com Lewis Hamilton.

Ah, mas este tipo de previsão é fácil na F1, né? Não exatamente: o ponto mais importante que vimos no GP do Bahrein é a comprovação da melhora da Red Bull em relação a 2021, especialmente com o vigoroso motor Honda, nitidamente superior ao do ano passado. Mas também que a Mercedes não está tão mal como sugeriam seus tempos de pré-temporada…

Nas redes sociais, muitos amigos vieram comentar comigo que a disputa intensa de Hamilton com Verstappen nas voltas finais lembrou um pouco aqueles duelos de Ayrton Senna contra Nigel Mansell.

Toda comparação exige cuidado, mas, sim concordo em alguns pontos. De fato, foi uma vitória de mestre de Hamilton, uma das melhores de sua carreira, conseguindo impor o ritmo necessário para fazer “o plano B” da Mercedes funcionar. E no final, mesmo com pneus bem mais desgastados, acabou fazendo com que Max fosse um pouco ousado demais na manobra de ultrapassagem.

Aqui, vale o parênteses: concordei também com a punição. Estava bem claro que você não poderia usar aquele espaço com as quatro rodas para fora para ganhar vantagem numa ultrapassagem. Isso foi dito aos pilotos – tanto que Max devolveu na hora a posição.

O problema na verdade é mais embaixo: a regra de track limits de fato estraga a disputa e, se na corrida os pilotos abusaram (um levantamento mostrou Hamilton passando dezenas de vezes no lugar), então o certo mesmo seria ter outro tipo de área de escape naquela curva…

Voltando ao duelo Max e Hamilton: teremos uma disputa sensacional pelo título, eu diria que algo inédito desde o domínio da Mercedes em 2014, com a nova era dos motores híbridos.

E com aquela pimenta que o torcedor gosta: um super campeão já garantido e que tinha o melhor carro, mas que já não está na mesma forma (caso da McLaren de Ayrton Senna em 1991) contra a mais jovem promessa que seguramente se tornará campeão mundial em breve e que está hoje no melhor carro da F1 (caso de Fernando Alonso com a Renault, derrotando o então imbatível Michael Schumacher).

E o que será em 2021? A confirmação do super campeão usando sua experiência (Senna-1991) ou o jovem talento amadurecendo rápido e usando o melhor carro (Alonso-2005)? Agora, se você me perguntar para apostar, eu diria que ficou bem mais difícil – e é por isso que todo mundo adorou o primeiro GP da temporada. Esporte tem que ter isso.

Em tempo: a equipe da TV Band deu um show na transmissão, ficando de 9h30 até 14h30 direto no ar, um verdadeiro presente para nós que amamos e vivemos do automobilismo.

Parabéns, Sergio Maurício, Felipe Giaffone, Reginaldo Leme, Mariana Becker e toda equipe da Band por proporcionar este espetáculo – e os altos índices de audiência (cinco vezes mais do que a emissora registrava aos domingos) mostra que o esporte a motor é com certeza o segundo esporte mais popular do Brasil.

2 comentários

  1. Todo mundo falando em show de transmissão da Band e eu não vi nada disso. Foi a pior transmissão para mim. Simplesmente porque a Band não exibiu a corrida nas antenas parabólicas analógicas. Ficou a manhã toda mostrando a pré-corrida e na hora da corrida, exibiu um filme péssimo e mal feito. Depois exibiu notícias da semana repassada. Tentei também ver pelo site da Band Ao Vivo e não foi possível. O streaming não foi exibido. Dando erro o tempo todo. Em raros momentos, deu pra ver 1 ou 2 minutos de corrida e o streming congelava. Acabei vendo a corrida com sinal pirata do pessoal da SkySports em inglês. Ou seja, o problema não foi minha conexão e sim a falta de estrutura do site da Band. Foi o que me restou. Tentei ver de forma oficial e a Band não deixou.

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