Piloto britânico tem tudo para se tornar o maior recordista da F1 – e faz história por se dedicar as causas que realmente importam

Agora só falta uma vitória para Lewis Hamilton se igualar a Michael Schumacher como o maior vencedor de todos os tempos da F1. E, claro, o hepta também é uma questão de tempo, já que o show em cima de seu companheiro de equipe na Mercedes, Valtteri Bottas, segue implacável.
Com sete títulos – igual ao alemão – mas o superando no critério “desempate” de mais vitórias e poles, não restará dúvida: aquela turma que sempre quis ganhar o argumento de que Schumacher é o melhor de todos os tempos porque tem os melhores números terá que “engolir” a nova realidade.
Mas seriam os números suficientes para definir quem foi o melhor de todos? É claro que não, e este colunista diria o mesmo ainda que fossem os recordistas Ayrton Senna ou Nelson Piquet. Só que fica evidente que um domínio avassalador com esta quantidade de títulos, vitórias e poles credencia, sim, qualquer um deles – seja Hamilton ou Schumacher – ao posto de ao menos “concorrer” a este tão polêmico “melhor de todos os tempos”.
A Hamilton, a história ainda reserva outro importante capítulo. Talvez até maior que seus números superlativos. Primeiro negro a competir num esporte tradicionalmente tão elitista, ele tem usado sua grande exposição para divulgar causas como “Black Lives Matter”. E aí a grandeza do atleta atinge níveis que poucas vezes se viu em qualquer outro esporte.
E tanto engajamento em causas que realmente importam rendem dor de cabeça ao inglês. De haters até mesmo a possíveis punições da F1 por usar ontem uma camisa no pódio que não era o uniforme de sua equipe. Ainda bem que Hamilton, com sua grandeza, já percebeu que ele já tem relevância suficiente para levantar as bandeiras das quais ele realmente acredita
O mundo, agora ainda mais do que nunca, precisa de mais pessoas corajosas como Hamilton. Ah, e o mundo também precisa de menos regras – especialmente em um lugar de celebração como é o pódio.
