Vitória de Gasly mostra caminhos para F1 se popularizar

Pierre Gasly

 

Inesperada vitória do piloto francês indica que a maior competitividade de equipes pequenas e médias é a solução para uma F1 para interessante no futuro

Você certamente gosta de F1 e automobilismo para estar lendo este blog, claro. Mas se conhece alguém que ainda não se apaixonou pelo esporte a motor, use o GP da Itália de ontem para conseguir convencer. É difícil não entender o motivo de tanto entusiasmo por uma competição depois de uma história de redenção tão incrível como a de Pierre Gasly, que venceu seu primeiro GP de F1 no último domingo em Monza. Em 1 ano, saiu de demitido da Red Bull para um novo vencedor da F1

Claro que os críticos podem dizer que foi um resultado atípico e até mesmo artificial, já que a bandeira vermelha e a punição a Lewis Hamilton, da Mercedes, abriram caminho para uma prova totalmente fora do padrão. Mas quem sabe este “lance de sorte” mostre aos donos da F1 (os americanos do grupo Liberty Media) e até mesmo a FIA (Federacao Internacional de Automobilismo, que rege o esporte) que o caminho pode ser justamente o de “embaralhar” um pouco mais a competição, dando chance aos times médios de lutar pela vitória.

Afinal, com exceção da Mercedes, o ano de 2020 tem sido bem equilibrado. Note pelo próprio GP da Itália. Quem é hoje a segunda força da F1? Red Bull? Só se for com Max Verstappen… McLaren? Talvez? Ferrari? Já foi no ano passado, neste ano nem mesmo alguma chance de ficar no pódio. Mas veja como a Renault melhorou nos últimos GPs… E o que dizer da própria Alpha Tauri, vencedora com Gasly?

A briga por esta “segunda força” se acirrou e os próprios organizadores já pensam em voltar a ideias até então embarreiradas, como a de grid invertido em algumas corridas. É artificial? Sim, mas até que o novo Pacto de Concórdia permita que o regulamento deixe os carros mais iguais. Aí sim este artificio seria desnecessário – como um dia eu espero que a asa móvel também deixe de ser necessária e as ultrapassagens voltam a ser como antes.

Mas, até lá, deixar a F1 mais próxima de entretenimento pode ser a grande forma de perpetuar este esporte para as novas gerações. Quem sabe um dia a gente agradeça a Pierre Gasly que ouvir a Marselhesa depois de 26 anos possa ser uma nova revolução para a mentalidade da própria F1.

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