Brasil tem 7 pilotos ligados a equipes de Fórmula 1

Foto: Red Bull/ Divulgação

Momento do País na principal categoria do automobilismo vem melhorando nos últimos meses

Agora que o mundo inteiro precisa ficar em quarentena, a falta de notícias do mundo do automobilismo pode até ser um pouco angustiante neste momento. Mas o torcedor brasileiro pode começar a enxergar uma luz no final do túnel quando o assunto é a presença de um piloto do País na principal categoria do automobilismo mundial.

Desde a saída de Felipe Massa, não há nenhum representante inscrito no Mundial. Pois neste mês dois pilotos brasileiros passaram a ter vínculo direto com uma das maiores equipes da categoria: a Red Bull, que também controla a Alpha Tauri (antiga Toro Rosso): Sergio Sette Câmara, que foi anunciado como piloto reserva e de testes, e agora com a novidade de Igor Fraga.

O jovem de 21 anos é destaque em diversas categorias de fórmula, se sagrou campeão da Toyota Racing Series neste ano e também tem um largo histórico de conquistas nas corridas virtuais. Com isso, passam a ser sete os brasileiros ligados a times de F1.

Além dos dois da Red Bull, o Brasil tem Pietro Fittipaldi na Haas, os dois pilotos da Ferrari Driver Academy Gianluca Petecof e Enzo Fittipaldi, Caio Collet na Renault e o kartista Miguel Costa no Sauber Karting Team – ligado a equipe Alfa Romeo.

Logo após tornar-se campeão, em fevereiro, e também por sua carreira anterior, Fraga foi convidado para integrar a equipe júnior da Red Bull pelo Dr. Helmut Marko, responsável pelo projeto.

“Eu estou muito feliz pelo reconhecimento do meu trabalho. Realmente foi uma longa caminhada até a conquista do título do Toyota Racing Series. Para mim as coisas nunca foram fáceis, então eu dou um valor muito especial a cada conquista e sem dúvida ingressar no programa da Red Bull é uma das mais importantes. Somente jovens de grande potencial estão lá. É uma oportunidade mágica e vou me empenhar mais do que nunca para aproveitar ao máximo”, disse Fraga.

Além de sete brasileiros ligados aos programas de desenvolvimento de quatro equipes diferentes (Red Bull, Ferrari, Renault e Alfa Romeo/Sauber), o País também terá cinco representantes nas duas categorias imediatas de acesso da F1 – e que inclusive integram o mesmo calendário de competições.

Destes cinco, dois já estão entre os acima citado: Fraga e Fittipaldi, ambos competindo na FIA F3 – os dois em 2019 já correram juntos na F3 Regional, com Enzo se sagrando vice-campeão e Igor terminando o campeonato em terceiro. Já a F2 terá Pedro Piquet (filho do tricampeão mundial de F1 Nelson Piquet), Felipe Drugovich e Guilherme Samaia.

Sendo assim, o cenário desolador de não haver nenhum brasileiro inscrito no Mundial de F1, algo que ocorre desde o final da temporada de 2017, quando Felipe Massa se despediu da categoria com a equipe Williams, pode estar chegando ao fim. Com sete brasileiros ligados a times de F1 e mais três competindo já na categoria imediatamente abaixo, é de se esperar que o jejum acabe em breve.

Nada mais justo para um País com tanta tradição e talento no esporte. Em termos de vitórias e títulos, o Brasil só perde para Reino Unido e Alemanha. São 101 delas conquistadas por Ayrton Senna (41), Nelson Piquet (23), Emerson Fittipaldi (14), Rubens Barrichello (11), Felipe Massa (11) e José Carlos Pace (1). Além de oito títulos mundiais, é claro, que também só ficam atrás de britânicos e alemães.

Está na hora de voltarmos a ser protagonistas da F1. Talento o Brasil tem de sobra.

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