No jogo Vitória 0 x 4 Palmeiras, ocorrido em 29 de julho de 2026, houve dois erros marcantes da arbitragem que estragaram o espetáculo por interferência direta em seu desenvolvimento. Ainda houve uma terceira decisão impactante que, apesar de acertada, foi consequência dos erros iniciais.
1 – Maurício, do Palmeiras, merecia cartão vermelho. Embora o gatilho da cotovelada desferida no rosto de Cacá não tenha sido em alta velocidade, o risco de lesão foi claramente assumido, tanto porque o cotovelo estava dobrado e a ação foi praticada de modo dissociado da forma natural de jogar, como porque a aparente velocidade baixa da cotovelada se somou à velocidade do jogador atingido, caracterizando indiscutivel força excessiva, sobretudo tendo em conta que foi o rosto do defensor a parte atingida.
Cartão vermelho clássico. Houve, portanto, erro grosseiro do árbitro e principalmente do VAR, pela omissão.
2 – No lance da expulsão de Cacá, o VAR deveria respeitar a decisão de campo, pois o jogador do Vitória fez o movimento claramente para jogar a bola, diferentemente do lance do Mauricio. Acontece que Cacá passou do ponto e atingiu o adversário com as pernas lateralmente e com intensidade que ficou entre jogar de maneira temerária e força excessiva. O contato foi de perna com perna. Não houve uso das travas da chuteira. Logo, o VAR não deveria intervir, sobretudo considerando sua atuação no primeiro lance, que deixou transparecer, embora erradamente naquele caso, que suas interferências, doravante, seriam limitadas aos “erros claros, óbvios”, como teria sido anunciado pela CBF.
3 – A expulsão de Luan Cândido foi correta e protocolar, por prática de gesto ofensivo contra a arbitragem. Não obstante, conquanto, de um lado, nada justifique a ação do Luan, não se pode, por outra banda, dissociar o destempero do jogador dos erros anteriores da arbitragem. Tudo tem consequência.
Diante destes e de tantos outros imbróglios já ocorridos em algumas partidas logo após o retorno da Copa do Mundo, a nova gestão da arbitragem da CBF não sinaliza para um futuro alvissareiro.
