Bahia X Chapecoense: pênalti inexistente

(Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia)

E voltamos ao nosso futebol e já retomamos o nosso trivial: polêmica de arbitragem, inclusive em lances que não se justificam.

No jogo indicado, não houve o pênalti marcado para o Bahia na Fonte Nova, na noite de 17/07/26. De fato, foi o atacante do Bahia quem provocou o contato, ainda que sem querer, o que também não caracteriza infração por parte dele. Esse tipo de contato é próprio do jogo.

Neste caso, sobretudo porque o defensor jogou a bola e seu movimento seguinte foi apenas a continuidade natural da ação inicial, não houve falta.

Na arbitragem brasileira, de pouco tempo para cá, apesar de se alardear que o futebol é um esporte de contato, o contato virou, de modo paradoxal, sinônimo de falta, com o agravante de os árbitros raramente analisarem a dinâmica da jogada e, em especial, quem provocou o choque e se ele foi acidental ou não.

O pênalti desse jogo sinaliza que lances como esse passem a ser o retrato de nossa arbitragem nessa nova administração da Comissão de Arbitragem da CBF.

Receio que arbitragens baseadas em princípios políticos, e não técnicos, como o adotado pelo Sr. Sandro Meira Ricci da metade de sua carreira em diante — “se houve toque da bola na mão ou no braço e se houve contato de pé com pé ou perna, é mais FÁCIL marcar a infração do que explicar que não houve” — conduzam nosso futebol a um poço sem fundo.

É que esse princípio, ou melhor, esse não princípio, fere a essência do jogo e, mais grave ainda, não é ético, sobretudo por ter sido preparado adredemente.

É isso que teremos para o nosso futebol e para a nossa arbitragem nessa nova fase.

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