Copa do Catar – Arbitragem brasileira e Seleção Brasileira

Foto: Divulgação/Palmeiras

Para ser campeão do mundo é preciso executar o planejado e ter maturidade tática. Só o improviso e o entusiasmo não bastam. Isso é coisa para amadores.

A arbitragem brasileira – Em nossa coluna de 04/12/2022, registramos que a arbitragem brasileira estava em alta.

Pois bem, confirmando nossa constatação, nossos árbitros já bateram recorde em número de atuações em uma copa do mundo, porquanto, além de 05 jogos arbitrados por nossos trios – dois (02) por Rafael Klaus, Rodrigo Correa e Danilo Simon Manis e três (03) por Wilton Pereira Sampaio, Bruno Boschilia e Bruno Pires, Rafael Klaus ainda atuou como 4º árbitro em mais um jogo e Neusa Back como assistente e um e como assistente reserva em mais um jogo.

Mas tão elevada proeza parece não ter saciado a sede de nossos árbitros em revelar ainda mais sua competência. Com efeito, Wilton Sampaio, Bruno Boschilia e Bruno Pires, em razão de suas irretocáveis atuações, ainda foram designados para mais um jogo e da fase das quartas de finais, quiçá, ao menos do ponto de vista midiático, para o mais importante deles: Inglaterra X França.

Não desejamos sorte a Wilton. Desejamos apenas que ele tenha a ajuda de Deus para fazer o que sabe fazer com tanta capacidade e eficiência.

Seja o árbitro raiz que o trouxe até este momento de glória, Wilton. Seja firme, discreto, veja os lances, sinta-os e marque tudo que você vir, como vir e de acordo com as regras.

Acaso lhe deem conselho distinto, rejeite-o Wilton. Recuse-o e, pois, não faça como o árbitro de Croácia X Brasil – Michael Oliver – que, conquanto não tenha cometido erro que prejudicasse

qualquer das equipes em lances capitais, fez uma arbitragem mais para se “defender”, porquanto parou o jogo e marcou faltas e mais faltas em razão de contatos próprios do jogo, caracterizando seu trabalho como “inteligente”, no sentir de alguns, mas que julgamos ser o oposto, pois o futebol tem que fluir e a arbitragem não pode interferir em seu curso.

Mai uma vez, que Deus guie você, Wilton e os Brunos Boschilia e Pires. A torcida do Brasil agora é de vocês.

Seleção Brasileira – Assim como todos dão pitacos nos assuntos de arbitragem, apesar de o futebol não ser o objetivo principal de nossa coluna, também nos sentimos no direito de dar nossa opinião sobre o time de Brasil, como brasileiro que ainda sofre pela derrota de nosso escrete, até porque também temos formação como técnico de futebol.

Antes de tudo, é preciso dizer que ser derrotado pela Croácia não é demérito, pois se trata de uma seleção de alto nível técnico e com um senso tático elevado.

Todavia, perder por absoluta falta de estrutura tática de nossa equipe, ou melhor e porque não dizer, por completo amadorismo, dói e dói muito.

Para não irmos muito longe, além da fragilidade e lentidão na troca de passes entre nossos jogadores, que ficaram fixos em todo o primeiro tempo, vamos citar apenas dois erros imperdoáveis cometidos por nossa seleção, que são coisas de amador:

a) subir de modo desenfreado para o ataque, já no fim da prorrogação e deixando nossa defesa desorganizada, pois todos os nossos defensores estavam centralizados e marcando apenas um jogador, o que, por consequência, deixou sem qualquer marcação o outro adversário que estava no lado do campo, possibilitando o empate da

Croácia. O certo seria fazer exatamente ao contrário: fechar-se na defesa e vale-se de contra-ataques.

Tite, onde estava o equilíbrio da equipe que você tanto apregoou? Dalí, do campo, você não poderia dar um comando? Você apostou na sorte? Se entusiasmou?…; e

b) o outro erro foi mais primário ainda. Sabe-se que os melhores batedores de pênalti devem iniciar as cobranças. Desse modo, Neymar deveria ter cobrado o primeiro tiro do Brasil. Em vez disso, você jogou nas mãos do jovem Rodrygo a gigantesca responsabilidade.

Mas não foi só. O pior e mais grave de tudo é que Neymar, acaso Marquinhos fizesse o gol no tiro que cobrou e se a Croácia marcasse o seu, nosso melhor cobrador ficaria sem função!

Se não executamos o que dissemos que planejamos e se não tivemos maturidade tática e de decisão, o retorno prematuro era o que restava a nossa seleção. Afinal,

Para ser campeão do mundo é preciso executar o planejado e ter maturidade tática. Só o improviso e o entusiasmo não bastam. Isso é coisa para amadores.

Ao leitor, a palavra final.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *