
Drogba no Timão? É o que andam dizendo por aí. Viria no bojo de um pacote de marketing ao estilo do que envolveu Ronaldo Fenômeno, com pleno êxito à época.
Claro que o marfinense não tem a mesma repercussão do Ronaldo, escolhido duas vezes o melhor do mundo e outros babados. Mas, seria uma atração extra, sem dúvida. E, quem sabe, se estiver em boa forma física, embora já em declínio, venha a ser também uma solução técnica, pois o bicho sabe se movimentar como poucos na grande área, justamente o principal problema do time alvinegro.
O diabo é que o Corinthians está envolvido em enrascada política de tal monta que uma densa névoa recobre Itaquera, impedindo que se veja com clareza qual o futuro do Timão, dentro e fora do campo.
NA LINHA DO GOL
De Drogba a Pogba, que, numa entrevista a João Castelo Branco, na Espn, encheu a bola de Neymar. Entre outras coisas, disse que Neymar é o presente e o futuro do futebol. E que se diverte muito com o jogo criativo e surpreendente do brasileiro. Pois, é.
Bem bolada a cena de marketing do Palmeiras para difundir a entrega da camisa 10 a Moisés, exibida pelo Fox Rádio, sob o comando do meu querido Pascoalito. Segundo o roteiro, Moisés estaria recebendo a camisa honrada no passado simplesmente por Ademir da Guia e Djalminha. Faltou lembrar de Jair Rosa Pinto, que foi o maior meia-esquerda brasileiro durante toda a década de 40 e a primeira metade dos 50, o comandante do time na conquista da Copa Rio de 1951, o Mundial tão festejado pelo Verdão.
Se o Timão já está enfraquecido em relação ao time de dois anos atrás, a venda dos direitos econômicos do lateral-esquerdo Uendel ao Inter só serve para debilitar ainda mais o elenco. Afinal, Uendel não era apenas o melhor do Corinthians na sua posição. Era um dos melhores do país. Mas, enfim…
Lá na Flórida, o São Paulo se prepara para a pré-temporada sob o comando de Rogério Ceni. E, segundo informes que nos chegam, o novo treinador pensa em armar sua equipe com três zagueiros – Breno, Maycon e Rodrigo Caio. Não seria o mesmo esquema adotado por Muricy – seu parceiraço nas caminhadas matinais pelas alamedas do Morumbi – na conquista do tri brasileiro. Mesmo porque terá três atacantes à frente de uma linha de quatro meio-campistas (aqui, incluindo-se os laterais). Mesmo porque Rogério pretende enfatizar a troca de passes e o envolvimento, ao contrário daquele time de Muricy, assentado muito mais na bola parada e no contragolpe. Vejamos, vejamos.
Qualidade técnica ele tem de sobra e jogaria em qualquer clube do Brasil, mas com nosso futebol desorganizado tanto em campo como fora vai ser pouco aproveitado .Para o nosso futebol interno vai sobrar em campo.