{"id":765,"date":"2020-12-09T13:15:45","date_gmt":"2020-12-09T13:15:45","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/velocidade\/?p=765"},"modified":"2020-12-09T20:28:31","modified_gmt":"2020-12-09T20:28:31","slug":"from-vettels-with-love","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/velocidade\/2020\/12\/09\/from-vettels-with-love\/","title":{"rendered":"From Vettels with love"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_197\" aria-describedby=\"caption-attachment-197\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-197\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/velocidade\/files\/2017\/09\/vettel.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/velocidade\/files\/2017\/09\/vettel.jpg 900w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/velocidade\/files\/2017\/09\/vettel-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/velocidade\/files\/2017\/09\/vettel-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/velocidade\/files\/2017\/09\/vettel-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-197\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Mohd Rasfan\/AFP)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Domingo, \u00e0s 10h10, a F\u00f3rmula 1 vai se despedir de 2021 no GP de Abu Dhabi (transmiss\u00e3o pela TV Globo e BandNews FM). A corrida final da temporada ser\u00e1 tamb\u00e9m a \u00faltima oportunidade para vermos o tetracampe\u00e3o mundial Sebastian Vettel com o vermelho carmesin da Ferrari. No ano que vem trocar\u00e1 pelo verde jade da Aston Martin. Aqui segue o texto elaborado pela advogada paraense Andrea Borges Leal, em nome das Vettels, ativo grupo de sete torcedoras fi\u00e9is de pontos distintos do Brasil, avaliando a trajet\u00f3ria de Seb pela Ferrari e as perspectivas para o novo desafio.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m lembrar que no GP Brasil de 2019, as Vettels pontificaram quando fizeram uma homenagem ao piloto na quinta-feira, no paddock de Interlagos. As imagens do grupo ao lado do piloto alem\u00e3o correram o mundo.<\/p>\n<p>\u201c(&#8230;) N\u00e3o sabemos ao certo como Sebastian se sentiu quando saiu da Red Bull e foi para Ferrari, mas sabemos como n\u00f3s nos sentimos. Foi como se estiv\u00e9ssemos deixando a casa onde crescemos, com todas nossas recorda\u00e7\u00f5es, coisas velhas espalhadas por entre os c\u00f4modos, coisas essas que talvez n\u00e3o valessem um centavo, mas que eram caras demais para deixarmos para tr\u00e1s sem, sequer, sentir receio de deix\u00e1-las.\u201d<\/p>\n<p>Escrevemos esse trecho em um texto sobre a ida de Sebastian \u00e0 Ferrari. Sobre o medo do novo, do incerto, da mudan\u00e7a. Sobre mergulhar de cabe\u00e7a numa atmosfera que poderia ser bem profunda ou rasa demais. Escrevemos esse trecho quando acredit\u00e1vamos que, na Ferrari, estar\u00edamos em casa, afinal, dizem que lar \u00e9 onde o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1.<\/p>\n<p>E fomos de mala e cuia, porque sab\u00edamos quem nos atenderia na porta. Sem imaginar que nossa estadia tinha termo final, como num contrato de aluguel, chegamos a acreditar que os fins de semana vestindo vermelho eram de nossa propriedade. Mal sab\u00edamos que \u00e9ramos meros inquilinos.<\/p>\n<p>Sebastian Vettel chegou \u00e0 Maranello inspirado no seu \u00eddolo, Michael Schumacher. Disse, uma vez, que \u201cningu\u00e9m \u00e9 maior que a Ferrari\u201d, mas talvez nunca houvesse espa\u00e7o suficiente para tanta esperan\u00e7a trazida na bagagem. Esperan\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 de Vettel, mas de todos n\u00f3s que aceitamos nos mudar com ele. Maranello, que um dia foi o reino de um alem\u00e3o, implorava por reforma. Sebastian parecia a pessoa certa, por tudo que j\u00e1 era, por tudo que ele poderia ser: o hino italiano emendando no alem\u00e3o, a tradi\u00e7\u00e3o, o cl\u00e1ssico, a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>14 vit\u00f3rias, 12 poles position, 55 p\u00f3dios e 2 vice-campeonatos pela Scuderia. N\u00fameros que o coloca entre os melhores dentre todos aqueles que, um dia, guiaram o carro vermelho; n\u00fameros que significam absolutamente nada \u00e0queles que confundem hist\u00f3ria com sucesso. Ali\u00e1s, seriam esses conceitos concretos ou abstratos?<\/p>\n<p>Depende do eu-l\u00edrico. Aquele que vos escreve, diria: Sebastian teve, sim, um reinado hist\u00f3rico. Talvez nem Seb concorde com todas as benfeitorias que trouxe \u00e0 Maranello, como o pr\u00f3prio j\u00e1 declarou. Mas nenhum t\u00edtulo mundial apaga o sorriso, a emo\u00e7\u00e3o, a cren\u00e7a, o arrepio e todas as sensa\u00e7\u00f5es incr\u00edveis que um f\u00e3 de F\u00f3rmula 1 sentiu enquanto Sebastian soltava um \u201cGrazie Ragazzi\u201d no r\u00e1dio. Sebastian n\u00e3o s\u00f3 trouxe esperan\u00e7a \u00e0 Maranello, Sebastian era a esperan\u00e7a. Depende do eu-l\u00edrico, mas aquele que vos escreve, diria: bem-sucedido \u00e9 aquele capaz de construir uma base firme com tijolos que os outros atiraram nele.<\/p>\n<p>Dizem que todo bom rei tem seu traidor. N\u00e3o sabemos ao certo como Sebastian se sentiu quando foi despejado de Maranello, mas sabemos como n\u00f3s nos sentimos. Se um dia tivemos medo do novo, do incerto, da mudan\u00e7a, dessa vez, mal podemos esperar para fazermos as malas novamente. O receio virou al\u00edvio; a decep\u00e7\u00e3o, aprendizado. Se um dia ficamos na d\u00favida sobre qu\u00e3o profunda era a atmosfera ferrarista, hoje temos a certeza de que o fundo, na verdade, \u00e9 raso e engana. A gente pula e se machuca. E talvez \u2013 s\u00f3 talvez \u2013 nessa queda, a adrenalina, as recorda\u00e7\u00f5es ou a simples convic\u00e7\u00e3o de que fomos corajosos para pular, compensam. Depende do eu-l\u00edrico.<\/p>\n<p>Enquanto uns viam fracasso, a Aston Martin viu oportunidade. Daquelas que s\u00f3 se tem uma vez na vida, a prop\u00f3sito, quem \u00e9 rei nunca perde a majestade. E l\u00e1 se vai Sebastian, suas quatro coroas e uma quantidade consider\u00e1vel de s\u00faditos que n\u00e3o se importam em come\u00e7ar do zero. Ou melhor, em recome\u00e7ar. Recome\u00e7ar onde \u00e9 permitido sonhar e acreditar que se pode fazer a coisa certa. Recome\u00e7ar onde um t\u00edtulo mundial \u00e9 o prop\u00f3sito, mas n\u00e3o o \u00fanico fim. O que esperar de Sebastian Vettel e Aston Martin? Que seja a combina\u00e7\u00e3o perfeita de conceitos<\/p>\n<p>concretos e abstratos; que ambos possam mobiliar a hist\u00f3ria da F1 com momentos marcantes e inesquec\u00edveis. Esperamos, de Sebastian Vettel e Aston Martins, o inesperado. Nos surpreendam com lealdade, otimismo, trabalho em equipe, honestidade, esp\u00edrito esportivo. Essas s\u00e3o as pe\u00e7as mais caras que um time pode deter e ningu\u00e9m pode comprar; n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 venda. N\u00e3o se esque\u00e7am disso\u201d.<\/p>\n<p>Vida longa ao rei!(Andrea Borges Leal, Thais Muray, Karolina Pedroni, Juliana Grou, Milena Ferreira, Jennifer Hugen e Nat\u00e1lia da Silva)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Domingo, \u00e0s 10h10, a F\u00f3rmula 1 vai se despedir de 2021 no GP de Abu Dhabi (transmiss\u00e3o pela TV Globo e BandNews FM). 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