Éder está sem moral com Crespo. O que o atacante poderia agregar ao São Paulo?

Sentindo-se 100% fisicamente, Éder não atuou contra o Fluminense por uma opção técnica e tática de Hernán Crespo. Desde que retornou aos gramados, no dia 17 de agosto, o atacante não convive com dores e treina sem restrições no CT da Barra Funda. Assim como Luciano, o ítalo-brasileiro tem um perfil técnico que poderia ajudar o time a superar problemas na construção ofensiva observados nas últimas partidas.

Quando foi contratado pelo São Paulo, Éder foi aprovado por Crespo. O treinador tem um modelo de jogo bem definido e, prioritariamente, arma o time com uma dupla de atacantes. Para que o time tenha um sistema ofensivo fluido, é necessário que as peças de frente tenham características complementares. Enquanto um dos jogadores fica responsável pela profundidade e pelas disputas com os zagueiros, o outro tem maior mobilidade para circular e receber entre as linhas.

Éder não tem o perfil para ser o centroavante da equipe, já que imposição física não é uma de suas principais qualidades. Com capacidade associativa acima da média, o jogadores tem as credenciais técnicas para ser o segundo atacante do time, que participa ativamente da construção ofensiva. No atual elenco do Tricolor, Luciano é o atleta que está mais acostumado a cumprir essa função, desde que foi comandado por Fernando Diniz, na temporada passada.

(Foto: Rubens Chiri/São Paulo)

Essa peça é fundamental para o funcionamento do time em organização ofensiva. Afinal, é o elo entre meio-campo e ataque, o jogador que será responsável por criar superioridade numérica nos mais diversos setores, gerando linhas de passe e permitindo tabelas em progressão. Nas últimas partidas do São Paulo, uma das principais dificuldades da equipe vendo sendo avançar por dentro quando tem a bola dominada e enfrenta adversários que marcam em bloco médio ou baixo.

Em grande parte, esse ponto pode ser explicado pelo desafio de criar vantagens a partir de aproximações e movimentações que permitam tramas ofensivas pelo corredor central, já que o oponente está sempre atento ao avanço dos alas do Tricolor e, portanto, bloqueiam as faixas laterais do campo, impondo um grande obstáculo à equipe comandada por Crespo. Não à toa, as melhores apresentações do time nos últimos meses foram em jogos em que o sistema com três zagueiros não foi utilizado.

(Foto: Rubens Chiri/São Paulo)

Nos jogos contra Palmeiras e Athletico Paranaense, pelo Campeonato Brasileiro, Crespo escalou o time com uma linha defensiva formada por quatro jogadores, ganhando um homem no meio-campo. Em um 4-2-2-2 que se assemelhou ao sistema utilizado pelo São Paulo na temporada passada, a equipe teve maior fluidez e conseguiu conectar mais jogadas no campo de ataque, já que tinha seis peças do meio para frente que ocupavam o corredor central e, com movimentação, criavam linhas de passe e geravam superioridade numérica com maior frequência.

Rigoni, que vem sendo o destaque do Tricolor desde que estreou, é quem mais gera vantagens a partir de sua movimentação e agressividade, seja em organização ofensiva ou em transição. Para que o time consiga furar bloqueios progredir com a bola por dentro, o time vai precisar de jogadores como Éder e Luciano, que se associam com maior refino técnico com os seus companheiros e permitem que o time tabele com maior fluidez.

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